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Eletricidade mantém-se a principal fonte de energia consumida em casa

Em 2020, a eletricidade representou 46,4% do consumo total de energia. Já a Biomassa surgiu como a segunda principal fonte de energia consumida nos alojamentos portugueses. De acordo com os dados hoje divulgados pelo INE, a expansão da rede de Gás Natural em Portugal foi o principal fator de mudança face à edição anterior.

Eletricidade mantém-se a principal fonte de energia consumida em casa

Em 2020, no respeitante ao consumo de energia no alojamento (excluindo os combustíveis utilizados nos veículos) verifica-se que a Eletricidade manteve-se como a principal fonte de energia consumida no sector doméstico em Portugal, informa o INE. De acordo com os resultados preliminares do Inquérito ao Consumo de Energia no Sector Doméstico hoje divulgados, a eletricidade representou 46,4% do consumo total de energia (42,6% em 2010).

a Biomassa surge como a segunda principal fonte de energia consumida nos alojamentos portugueses em 2020, com um peso de 18,4% no consumo total de energia nas habitações (24,2% em 2010), mostram os mesmos resultados.

Por referência ao consumo de gás no sector doméstico, a expansão da rede de Gás Natural em Portugal foi o principal fator de mudança face à edição anterior. O Gás Natural foi consumido em cerca de 28% dos alojamentos em Portugal (19,8% dos alojamentos em 2010) e constitui-se como a terceira principal fonte de energia no sector doméstico em termos de consumo (329 398 tep; 263 507 tep em 2010), faz notar o INE.

Por seu lado, o GPL garrafa, mesmo tendo sido utilizado em cerca de 53% dos alojamentos em Portugal, desceu para a quarta posição no consumo de energia no sector doméstico (12,2% do total de energia utilizada; 16,6% em 2010). O GPL Canalizado, o Gasóleo de Aquecimento e o Solar Térmico revelaram uma reduzida expressão (4,4%, 4,1% e 2,1% do consumo total de energia nos alojamentos em 2020, respetivamente), apesar do consumo de energia Solar Térmica quase ter triplicado nesta década.

De acordo com os dados do Balanço Energético divulgados anualmente pela DGEG, o consumo de energia no sector doméstico nas últimas duas décadas evidenciou oscilações, tendo atingido o valor máximo em 2005, verificando-se posteriormente valores mais baixos durante o período da última crise financeira (entre 2010 e 2013), com ligeira recuperação nos anos seguintes.

Segundo o instituto de estatística, o peso do sector doméstico no consumo final de energia na última década situou-se entre 16,7% e 18,3%, prevendo-se um aumento em 2020, revela informação disponibilizada no Balanço Energético sintético 2020. 

Consumo médio de energia por alojamento cai em Portugal, mas despesa aumenta

No ano passado, as famílias portuguesas gastaram quase 2.000 euros em energia. A despesa global com energia por alojamento foi de 1.925 euros, incluindo a despesa com os transportes. Da última vez que este inquérito foi feito, em 2010, os portugueses gastavam por ano 1.843 euros em energia.

Ainda em 2020, o consumo global de energia por alojamento foi de 1,146 toneladas equivalentes de petróleo (tep), incluindo o consumo nos transportes (1,501 tep em 2010). O consumo total de energia no sector doméstico foi de 4.895,423 tep, sendo que o consumo de energia nos veículos utilizados no transporte individual dos residentes no alojamento representou 45,6% do total (50,6% em 2010).

No que concerne aos tipos de combustíveis consumidos nos veículos utilizados no transporte individual dos residentes no alojamento, verifica-se que, em 2020, o Gasóleo foi o principal combustível consumido, com um peso superior a 70%, na mesma linha dos resultados obtidos em 2010 (63,8% em 2010), faz ainda notar o INE.

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