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Saúde mental e construção: Profissionais mostram altos níveis de stress

A ausência de material adequado, problemas de conexão de internet e as próprias dificuldades do convívio do lar são algumas das questões enfrentadas pelos funcionários e alunos do setor.  

Saúde mental e construção: Profissionais mostram altos níveis de stress

Estudos recentes mostram insatisfação com esta nova realidade, agravada pela atual pandemia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o stress é um dos problemas mais vistos entre os cidadãos, atingindo mais de 90% da população mundial. E a relação entre o stress e a ansiedade com os arquitetos, trabalhadores e alunos do setor da construção, não é uma questão inédita, refere a Archdaily. 

Tal como mostra uma pesquisa de 2014, desenvolvida pela União do Estudante de Pós Graduação de Arquitetura, Paisagem e Design (GALDSU) da Universidade de Toronto, muitos alunos do curso de Arquitetura admitiram que não conseguiram  terminar os seus projetos no prazo previsto.

Outra pesquisa, conduzida pelo Architect's Journal em 2016, revelou que mais de um quarto dos estudantes no Reino Unido procuram ou já tiveram tratamento para problemas relacionados à saúde mental. E cerca de 25% prevê que irá precisar de tratamento no futuro. Se somarmos o compromisso do pagamento da mensalidade do curso, é possível imaginar que o quadro de stress entre os alunos seja maior, afirma a Archdaily.

Em 2020, esta realidade ganhou mais uma camada: a pandemia de Covid-19. Segundo uma pesquisa elaborada pelo RIBA, os estudantes estão sob uma significativa carga de stress e preocupados com o futuro das suas carreiras.

Os resultados destacam que 58% dos alunos estão com problemas de saúde mental e quase metade está preocupada com as perspetivas de emprego. Além disso, a mudança da estrutura de ensino (à distância), também é um gatilho para situações stressantes.

Sublinha ainda o Archdaily que a ausência de material adequado, como computadores, mesas e cadeiras, problemas de conexão de internet e as próprias dificuldades do convívio do lar são algumas das questões enfrentadas pelo ensino e trabalho à distância

Apesar das diferenças no que respeita à nacionalidade e ao período de tempo, há muitas similaridades entre estas pesquisas. De modo geral, apresentam um quadro onde os alunos apontam um excesso de carga horária e de exigências de trabalho, num nível onde são conduzidos a perderem o sono e ultrapassarem os seus limites. Outros dados giram em torno da desorganização como consequência do excesso de trabalho, que leva às consequências físicas e mentais, por parte dos profissionais do setor. 

Assim, o stress vinculado à prática profissional do setor da construção é um problema que abrange não só os estudantes como os trabalhadores, note-se.

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