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Registou-se 138 m2 de área ocupada em 2020. Valor mais baixo desde 2014

Para este resultado, de área ocupada nos escritórios, foram decisivas as operações feitas no final do primeiro trimestre como as novas sedes do BPI e da Cofidis.

Registou-se 138 m2 de área ocupada em 2020. Valor mais baixo desde 2014

O ano de 2020 registou 137 mil 853 m2 de área ocupada, no setor escritórios, sendo este o valor mais baixo desde 2014. Todas as zonas de referência registaram valores de procura abaixo dos atingidos em 2019 devido à recessão económica causada pela pandemia de SARS COV 2, revela estudo de mercado de imobiliário comercial da nova edição  da B.Prime, enviado ao Notícias ao Minuto. 

Ainda assim,  para este resultado foram decisivas as operações que envolveram grandes áreas no final do primeiro trimestre como as novas sedes do BPI e da Cofidis nos edifícios Monumental e Natura Towers, respetivamente.

Esta informação consta da nova edição de estudo de mercado imobiliário comercial, lançado pela B.prime, esta quarta-feira, chamada de Prime Watch. Este estudo, a que o Notícias ao Minuto teve acesso, apresenta balanço do mercado imobiliário comercial e perspetivas para o ano corrente.

De acordo com os dados do mercado comercial, no setor escritórios, apesar do volume de absorção dos escritórios ter caído cerca de 29% em relação a 2019, o número de transações caiu ainda mais significativamente de 175 em 2019 para 105 em 2020, uma queda de 40%. Estes dados vêm comprovar o quão significativa foi a travagem da economia a partir da segunda quinzena de março de 2020 e do seu efeito nefasto que se traduziu numa quebra do PIB de 7,6 comparativamente a 2019.

A quebra dos níveis de absorção, em 2020, prendem-se com os confinamentos forçados a que todas as economias a nível global foram sujeitas, sustenta. O nível da renda prime no mercado de escritórios de Lisboa, não foi, no entanto, e até agora, afetada pela queda abrupta dos níveis de atividade económica e procura de espaços.

Salienta ainda mesmo estudo de mercado que, apesar dos níveis de renda prime se terem mantido durante o ano de 2020, os níveis de incentivos contratuais concedidos pelos proprietários para a conclusão de operações de arrendamento registaram um incremento com alargamentos de períodos de carência concedidos e financiamentos diretos ao fit out.

Os dez maiores negócios de arrendamento corresponderam a 51% da absorção total de 2020

O ano passado foi marcado por grandes operações de arrendamento, revela a nova edição Prime Watch, sendo que a de maiores dimensões refere-se ao pré arrendamento pelo BPI de 16.441 m2 no edifício Monumental que vai acolher a futura sede desta instituição.

De assinalar que os 10 maiores negócios de arrendamento, com uma absorção conjunta de 70.965 m2, corresponderam a 51% da absorção total de 2020, no mercado de escritórios de Lisboa. Note que 60% foram concretizados nos primeiros 4 meses do ano, o que indicia que parte significativa destas operações teve a sua origem no período pré pandemia.

Este estudo deduz, então, que se não fosse a situação que se abateu a nível global durante o ano de 2020, o mercado de escritórios de Lisboa iria continuar a crescer ao ritmo dos anos anteriores, com um incremento nas rendas médias e prime, em todas as zonas da cidade.

As empresas nas áreas de serviços, TMT’s & Utilities, Serviços Financeiros e Serviços de empresas foram aquelas que mais área transacionaram em 2020. De referir que a absorção de empresas no setor financeiro é explicada em 84%, devido a 3 grandes operações que constam inclusive da lista dos 10 maiores negócios do ano.

Este setor em conjunto com o das TMT’s & Utilities e Serviços de Empresas representaram 74% do total da absorção em 2020, que corresponde ao grau de importância que estes segmentos têm tido na economia nacional. Retirar conclusões dos dados acima apresentados seria no mínimo arriscado.

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