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Um dia depois de o sarampo ter voltado a matar, eis o que se pede

Esta quarta-feira morreu a jovem de 17 anos que contraiu uma pneumonia bilateral, uma complicação respiratória causada pelo sarampo.

Um dia depois de o sarampo ter voltado a matar, eis o que se pede
Notícias ao Minuto

08:43 - 20/04/17 por Andrea Pinto

País Saúde

Não acontecia há 30 anos. Ontem, a morte de Inês, a jovem de 17 anos que estava internada no hospital Dona Estefânia, veio voltar a alertar para a importância da vacinação contra o sarampo.

Estão, atualmente, identificados em Portugal 21 casos de sarampo, 12 dos quais por falta de vacinação. O caso assume contornos preocupantes e exige medidas urgentes não só por parte dos pais, como dos educadores e profissionais de saúde e promete mesmo chegar a discussão no Parlamento.

O primeiro ato de sensibilização, veiculado de imediato por vários responsáveis de saúde, teve como destinatários os pais, pedindo-se que vacinem os filhos ainda bebés, para evitar complicações futuras. O diretor-geral de Saúde, Francisco George, afirmou mesmo que "é um dever dos pais vacinar as crianças porque estão a decidir em relação à saúde dos filhos e não deles próprios”.

Os segundos visados foram as escolas, sendo-lhes pedido que não autorizem a presença nas instituições de ensino de estudantes que tenham tido contacto com um doente em fase de contágio. A Direção Geral de Saúde aconselha mesmo “a não frequência da instituição durante 21 dias após o contacto".

Ficaram também alertas para o momento de inscrição dos alunos nas escolas. "Como é habitual, no ato de matrícula e sua renovação deve ser verificado se a vacinação recomendada está em dia; se não estiver, os pais devem ser aconselhados a ir ao centro de saúde para atualização das vacinas".

Ficaram também alertas para o momento de inscrição dos alunos nas escolas. "Como é habitual, no ato de matrícula e sua renovação deve ser verificado se a vacinação recomendada está em dia; se não estiver, os pais devem ser aconselhados a ir ao centro de saúde para atualização das vacinas".

Reconhecendo que o caso interfere “com os direitos e liberdades individuais”, em entrevista à SIC Notícias, Francisco George defendeu que o debate deve, por isso, ser feito em sede parlamentar.

“São os deputados que representam todas as correntes de opinião portuguesas que devem debater este assunto e é bom que este debate tenha lugar. É bom que esta reflexão seja serena pelos parlamentares num ambiente que não pode estar na emoção coletiva, mas é importante que seja feito”, realçou o diretor-geral da Saúde.

Também o bloquista José Gusmão defendeu que se trata, inclusive, um dever do Estado interferir e obrigar as crianças a serem vacinadas. "O Estado tem de proteger quem não se pode proteger a si próprio", afirmou ontem.

Entretanto foi criada também uma petição pública para tornar a vacinação contra o sarampo obrigatória. O documento, que defende que "é cada vez mais importante alertar as pessoas para a necessidade de vacinar as crianças", já conta com mais de 1.100 assinaturas.

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