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"Acho que Passos Coelho ainda é o melhor substituto dele próprio"

Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS, é o entrevistado de hoje do Vozes ao Minuto.

"Acho que Passos Coelho ainda é o melhor substituto dele próprio"
Notícias ao Minuto

21/11/17 por Inês André de Figueiredo

Política Ribeiro e Castro

O antigo líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, concedeu uma entrevista ao Notícias ao Minuto onde falou da atualidade nacional, da forma como PSD e CDS reagiram à formação da 'Geringonça', como continuam a 'viver' enquanto oposição e sobre o que deveria ser feito para ultrapassar a fase em que o centro-direita está longe do poder. 

A crise política que os sociais-democratas parecem estar a atravessar também esteve em cima da mesa e, apesar de se estar em plena campanha para eleições internas entre Rui Rio e Santana Lopes, Ribeiro e Castro garante que Passos Coelho ainda é o melhor substituto de ele próprio. 

Ao líder do PSD são ainda deixados muitos elogios, quer pela forma de ser enquanto político, quer pelo legado que deixou ao partido e ao país. Quanto ao futuro - que será decidido entre Rio e Santana - Ribeiro e Castro preferiu não partilhar a sua opinião.  

O trabalho do Presidente da República também mereceu um comentário do centrista, assim como o seu discurso antes da demissão da ministra da Administração Interna. Por outro lado, a 'Geringonça', os resultados conseguidos e o que poderá acontecer nas próximas eleições legislativas também foram temas abordados.

O PSD e o CDS têm cumprido o seu papel de oposição à ‘Geringonça’ ou têm um discurso que acaba por favorecer o Executivo?

Não tenho seguido muito, mas acho que há algumas coisas que o CDS têm feito e que são importantes. Apresentou alguns pacotes na área da família, dos idosos e creio que isso é importante por, mesmo quando não passa, marcar uma agenda. É muito importante que algumas dessas questões continuem a ser bandeira.

Mas o debate parlamentar, daquilo que agora vejo de fora, é muito marcado por aqueles debates com o primeiro-ministro e que acho que têm evoluído para um ritual de zaragata que às vezes não acrescenta muito ao debate político, é um exercício de pugilato. Já era assim, não é só de agora. O Parlamento também é a representação das discussões nos cafés, portanto também é o eco dessas discussões. Acho que têm falhado um bocadinho nos debates mais de fundo, coisas mais estruturadas, mas também creio que a evolução das grelhas e do agendamento prejudica isso. Hoje há um colete de forças no Parlamento que prejudica.

Por exemplo, nesta tremenda tragédia dos fogos, em que se traduz também o abandono do território, o que houve foi um grito do território. Esse problema é mais profundo e mais vasto do que apenas o fogo, mas o fogo é suficientemente dramático. Seria interessante que o Parlamento tivesse um debate de três ou quatro dias sobre os fogos. Hoje não há uma grelha para isso. Aquilo é tudo despachado no dia e isso também dificulta.

Quando fui deputado a primeira vez não era assim, havia debates e houve vários debates que duraram vários dias. Qual era a diferença? Era que o Parlamento respirava com a sociedade, hoje não respira com a sociedade, é um monólogo. Portanto, nós começávamos a debater uma coisa na terça-feira, por exemplo, e acabava na sexta-feira. Era notícia na terça, a imprensa comentava na quarta de manhã, os comentários ecoavam no Parlamento, no Parlamento respondiam...

Havia mais abertura para a sociedade?

Mais abertura entre o debate do plenário e isso agora passou para as comissões. Ou seja, neste grande palco que é o debate do plenário isso perdeu-se e eu acho que a simpatia entre o Parlamento e a opinião pública funcionaria melhor se houvesse essa reforma.

Mas acho também, voltando à pergunta, que tem havido algum desacerto da oposição que agrava este sentimento de mau perder. Se o défice está a baixar, é bom que o défice esteja a baixar, não podemos criticar tudo por criticar apenas porque não somos nós a fazer, devemos ser mais exigentes contra a dívida pública, devemos ser críticos, devemos assinalar que contribuímos para isso. E acho que, do ponto de vista financeiro, na situação em que o PSD e o CDS receberam o país, só podemos dizer bem do desempenho dos partidos no governo nos anos da troika.

Se não fosse a grande coragem e determinação de Pedro Passos Coelho e dos seus ministros das Finanças, primeiro de Vítor Gaspar e depois de Maria Luís Albuquerque, nós não teríamos conseguido. Recordo que toda a gente vaticinava a espiral recessiva. Digamos que essa espiral recessiva era o diabo do PS e de António José Seguro. Não houve espiral recessiva nenhuma, e nós temos motivos para elogiar esse capital. Mas, não podemos criticar Mário Centeno como se fosse Varoufakis, porque não é, ele tem a política oposta a Varoufakis e tem provado que isso é bom para o país.

Devemos ser mais exigentes e devemos buscar outras linhas para fazer oposição, não é só o terreno económico-financeiro, há a reforma administrativa, há a política educativa que é um desastre e outras matérias que podemos selecionar.

Enquanto nós herdámos um país pendurado por uns suspensórios no precipício, eles herdaram um país na alameda da recuperação

E crê que a "maledicência" a que se referiu há uns tempos numa entrevista foi atenuada com a descrispação que a política nacional viveu?

Eu dizia "maledicência" a referir-me sobretudo a nós escolhermos alvos errados. Creio que é um erro eleger o ministro das Finanças como um alvo principal, é um disparate, exceto quando ele diz excessos e aí é de lhe cair impiedosamente em cima.

Enquanto nós herdámos um país pendurado no precipício, nem estava sequer a cair, já estava pendurado por uns suspensórios chamados troika, senão estatelávamos lá em baixo, eles herdaram um país já numa situação de alameda de recuperação e crescimento e têm conduzido isso.

Agora, há muitas áreas da extrema-esquerda deste Governo, alguns excessos e abusos da política de género completamente absurdos, a política educativa que tem muitos erros, há, de facto, estas questões que acontecem na saúde, a responsabilidade tremenda da Proteção Civil do que aconteceu neste verão.

Mas essas questões não surgem devido a políticas 'herdadas' pelo Governo?

Não, a imprevidência não vem das políticas de trás. Se eu hoje sou imprevidente, é hoje que sou imprevidente. A floresta pode arder e uma floresta não limpa arde mais, mas uma floresta tem risco de fogo e com condições climatéricas terríveis, como as que se verificaram em meados de junho e em outubro, sim. O que é intolerável é a absoluta imprevidência em tudo o que aconteceu, porque, não sou especialista, mas naquele fim de semana de Pedrógão achava que se podia passar qualquer coisa e depois passou-se aquilo. Foi uma imprevidência grande e isso tem de ser avaliado.

E houve uma falta de medidas entre Pedrógão e os incêndios de 15 de outubro?

Sim, sim. Quando, logo a seguir a Pedrógão, se avançou para uma reforma florestal, eu fui das pessoas que disse que isso não era urgente, pode fazer-se em dezembro ou janeiro para ser bem feito. Uma reforma florestal não se faz a correr em julho. O que é que era preciso? Era preciso tratar era o que estava debaixo da administração que são as condições de resposta da máquina, que isso é que tinha falhado. A total incapacidade e incompetência que a Proteção Civil tinha dado mostras em Pedrógão Grande porque íamos entrar numa época terrível de fogos, como aliás continuámos.

Creio que o sistema está preparado para esquecer. Vai começar a chover, vai vir o verdinho e as pessoas estão preparadas para esquecerA demissão da ministra da Administração Interna veio tarde?

Acho que o erro principal da ministra foi o de ter nomeado gente incompetente para a Proteção Civil. É preciso examinar essas escolhas. Manifestamente é um aparelho que agiu com total incompetência, apesar das circunstâncias que são terríveis, mas as condições meteorológicas são previsíveis e previstas.

Sabia-se que tudo isto atuava sobre um território que está no terceiro ano consecutivo de seca, com humidades baixas. Devia estar tudo alerta, de prevenção. E isso não foi feito.

E creio que o sistema está preparado para esquecer. Vai começar a chover, vai vir o verdinho e as pessoas estão preparadas para esquecer. Não podemos esquecer, porque isto é uma repetição em pior do que aconteceu em 2003 e 2005.

Daqui tiro também a necessidade de uma reforma administrativa territorial, que tem a ver com a regionalização, acho que o facto de não termos feito as regiões administrativas e acabado com os distritos produziu o abandono do território.

Em relação a todos esses acontecimentos, como interpretou o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa antes da demissão da ministra?

Marcelo Rebelo de Sousa esteve bastante bem, como já tinha estado o ano passado quando foi o grande fogo na Madeira e até na humildade e no exemplo que deu de ouvir as críticas e saber corrigir. É uma nota importante de sublinhar. O relatório da comissão independente chama a atenção que a presença dos políticos nos cenários de crise é mais perturbadora do que benéfica, porque distrai as pessoas e tal, e o Presidente deu nota pública disso e quando foi de 15 de outubro não esteve e fez bem.

Mas tem sido uma voz exigente, uma voz dura, crítica, deu nota de que sabe bem o essencial, o facto de a tragédia ter atingido "aqueles portugueses de quem menos se fala, de um país rural, isolado, com populações dispersas, mais idosas, mais difíceis de contactar, de proteger e de salvar".

Esse problema da desertificação tem sido muito adiado...

O país é todo igual, mas não é a mesma coisa consoante o sítio de onde o vejo. E é preciso que as pessoas que veem o país com as suas dificuldades e problemas possam elevar a resposta a essas dificuldades e problemas ao grau de prioridade nacional, ter voz própria, capacidade de intervenção, e hoje não têm.

Marcelo não tem nenhuma agenda escondida contra o GovernoRegressando ao Presidente da República, o discurso de Marcelo foi um passo atrás no apoio ao Governo?

Não creio isso e não faço essa interpretação. Acho que ele interveio no momento certo, acho que deu espaço para que o Governo interviesse, foi visível que a intervenção do primeiro-ministro não foi muito feliz em termos políticos, e ele percebeu que tinha um vazio, que foi responsável perante as pessoas, e que isso é o mais importante, e fez aquela intervenção muito vigorosa em Oliveira do Hospital. Marcou o seu território, o seu terreno e o seu papel, soube proteger o seu púlpito.

Não tem nenhuma agenda escondida contra o Governo, agora tem que agir com aquele Governo e creio que é muito importante - eu disse que está tudo preparado para esquecer - que o Presidente não vai deixar esquecer e acho que isso é uma garantia, que nos lembremos desta questão em dezembro, em março, em maio. E mesmo que este seja um inverno chuvoso, e se para o ano não houver grandes fogos, é preciso que não esqueçamos que os problemas estruturais de 2017 têm de ser resolvidos.

Esperava que o PS deixasse o PSD e CDS a governar e desse o golpe após o Orçamento

Além da questão dos incêndios, como avalia a situação parlamentar que vivemos, esta maioria de Esquerda?

Eu acho que não havia outra solução. Surpreendeu-me muito que ela fosse atingida tão depressa, esperaria que o PS deixasse o PSD e CDS a governar e desse o golpe após o Orçamento, porque, de facto, a maioria parlamentar era de Esquerda e quem quer que fosse governar estava à espera do golpe final.

Discordo totalmente, sou contra, não gosto particularmente de muitas políticas que são conduzidas, acho que é possível e necessário reconstruir uma maioria de centro com o centro-direita, construir uma alternativa. Não tenho nenhuma ilusão quanto ao rumo para onde conduzem o país e acho que têm defeitos em várias questões, mas acho que constituíram uma solução política imaginosa. É preciso saber reconhecer. O Governo, no fundo, é um governo minoritário do Partido Socialista, não tem ministros do PCP e do Bloco de Esquerda. É bom para quem olha da Direita, quanto a mim não tenho ilusões contra isso porque acho que condicionam visivelmente a política de muitos ministérios. Mas, sobretudo, também é bom para o Bloco e o PCP porque podem mostrar uma distância, fingir uma distância.

Para o conjunto da 'Geringonça' é uma forma hábil e inteligente de preservarem o eleitorado maioritário que, se calhar, se juntassem explicitamente, perdiam. Neste quadro parlamentar não havia outra solução. Não sabe política quem espera que o PS pudesse vir a apoiar um governo PSD/CDS. Em nenhuma parte do mundo isso pode acontecer. Como é que um partido de Esquerda, com uma maioria de Esquerda no Parlamento vai apoiar um governo de Direita? Isso podia ter acontecido na legislatura anterior, em que o PSD e o CDS tinham maioria no Parlamento, mas também nunca quiseram, nem nunca procuraram negociar seriamente com o PS.

Ao contrário do que se discutiu inicialmente, agora é quase consensual que a ‘Geringonça’ pode chegar ao fim da legislatura. É esta a sua opinião?

Sim, só Santana Lopes diz o contrário. Mas essas coisas valem o que valem.

Acredita que pode haver uma coligação da Esquerda para ir a eleições?

Não, isso não. Acho que nas próximas eleições vai tudo separado.

Mas seria mais justo para os eleitores uma coligação à Esquerda feita logo à partida?

Não. Digamos que esse, de facto, é a pecha das últimas eleições e essa crítica é justa, mas é uma crítica ao nível dos princípios, de que há uma certa ilegitimidade nesta solução de Governo porque o PS nunca disse que faria um entendimento com estes partidos. E isso podia ser o diabo, porque as pessoas nunca tinham visto, podiam ter receio disso e isso podia provocar erosão nos votos do PS.

Portanto, digamos, esta solução foi escondida do eleitorado. As pessoas podiam palpitar que isso ia acontecer, eu tinha algum palpite por algumas razões. Aquele muro que existia entre as bancadas do PS, Bloco e PCP já só existia virtualmente, caiu em 1989.

De certa forma, era natural que fosse uma pessoa como António Costa a acabar com isso porque foi presidente da Câmara de Lisboa, onde estas experiências de cooperação à Esquerda mais se desenvolveram. Mas para o futuro, acho que vão todos correr separados e as pessoas já sabem que encontrarão uma fórmula de cooperação. O que ficou mais difícil, o que é bom e mau, é que as soluções de Bloco Central têm os dias muito mais dificultados. Será muito difícil para o PS cooperar com PSD ou CDS quando tem portas abertas com o PCP e o Bloco.

Será muito decisivo para o futuro político de Portugal que a maioria política em 2019 seja à Direita do PS ou à Esquerda do PS ou com o PS e a sua Esquerda. Só teremos um governo diferente se houver uma maioria à Direita do PS.

Se os resultados continuarem a aparecer e a serem divulgados como tem acontecido nos últimos meses, a Esquerda está numa boa posição para voltar a ganhar numas próximas legislativas?

Nesta altura digo que sim, mas desejo que seja possível construir uma alternativa.

Mas o PS está mais perto de uma maioria absoluta ou esta 'Geringonça' tem tudo para continuar?

Acho que é difícil. As sondagens são extraordinárias porque colocam António Costa à beira de uma maioria absoluta, mas é sempre muito difícil. Acho que o mais provável é haver uma maioria de Esquerda e fazer-se uma 'Geringonça' que o PS terá sempre interesse em fazer com os dois partidos. Não sei é se o PCP terá esse interesse, mas isso vai depender dos resultados. Mas pode acontecer. Acho que o Bloco tem lidado bem com a questão do voto útil, tem mantido um discurso que o protege de que haja uma fuga em massa do seu eleitorado para o PS.

Agora, a competição do lado da Direita também tem sido fraca.

Portugal deve muito a Passos CoelhoEm relação ao PSD, o partido está a passar por uma espécie de crise política. Haverá algum benefício para o partido com a saída de Passos Coelho?

Depende do que fizer o novo líder. É pena que isto tenha acontecido. Acho que Portugal deve muito a Passos Coelho. Acho que realmente cometeu alguns erros de comunicação, eu desejaria que o não tivesse feito ou que os pudesse ter corrigido. Encarou de uma forma insuficiente o desafio das eleições autárquicas, acho que o resultado de Lisboa e Porto pesaram muito nesse desgaste, mas em geral acho que desvalorizou as autárquicas, acompanhou as eleições já numa situação em baixa.

Será sempre um líder incompreendido?

Não sei, acho que as pessoas têm em Passos Coelho a ideia de uma pessoa séria, o que hoje em dia é muito importante. Nós temos um ex-primeiro-ministro que anda nos jornais por outras notícias. Os dois grandes marcos que as pessoas guardam de Passos Coelho, para além da resiliência com que conduziu o barco num momento muito difícil, são a genialidade com que enfrentou a crise de julho, conhecida como a crise do irrevogável, que foi genial, uma noite de génio, em que fez um movimento impossível e isso deu espaço ao CDS para consertar um erro que seria trágico para o país.

E, depois, também no auge da crise com o BES e a forma como disse 'não'. Isso teve, obviamente, custos e consequências mas que são da responsabilidade de quem colocou o banco numa situação deplorável.

Acho que foi uma pessoa generosa, no seu plano pessoal também é um exemplo. É uma pessoa pela qual tenho respeito e admiração. Agora, acho que fez alguns erros severos, sobretudo com os idosos, mas o CDS também acabou por acompanhar isso. Devíamos ter corrigido isso, aquilo a que eu chamei de usar as pensões como o mealheiro do regime não pode ser, não se pode dizer aos idosos que descontaram mas não para as pensões que estão a receber. Isso criou sempre um clima muito negativo para qualquer reforma da Segurança Social que é muito necessária.

Depois das eleições acho que foi pouco ajudado, houve um erro de leitura dos resultados e isso pesou sobre ele, mesmo quando era acompanhado pela claque.

Eu teria preferido que Passos Coelho tivesse conseguido dar uma volta. Acho que ele ainda é o melhor substituto de ele próprio.

E não sendo ele o seu substituto, quem está em melhor posição?

Não vou interferir sobre isso. Ele seria o melhor substituto dele próprio mas tinha de corrigir alguns erros, se acha que são erros, claro. Acho que ele tem um capital político muito importante que é relevante para o PSD e para o país.

Quanto ao novo líder, não vou dar palpites mas dependerá dele. São pessoas muito diferentes do ponto de vista do temperamento e da profundidade e do modo de atuação política. Nenhum deles é deputado, será uma liderança como a de Marcelo Rebelo de Sousa, de fora do Parlamento, mas vamos ver.

São pessoas muito conhecidas do partido e da população, isso pode ajudar ou desajudar?

Pode ajudar. São seniores do partido, com grande experiência política. Santana Lopes foi governante e primeiro-ministro num curto período. Rui Rio é uma pessoa que foi um líder da reconquista do Porto para o nosso espaço, fez 12 anos de três mandatos e, desde então, é uma espécie de D. Sebastião. Desde que saiu da presidência do município do Porto que é um desejado, não poderia faltar à chamada sob pena de deixar de ser desejado.

*Pode ler a primeira parte desta entrevista aqui.

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