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Investigador de Coimbra avalia limitações motoras de idosos após AVC

Coimbra, 13 jun - Um investigador da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) construiu um instrumento para avaliação das limitações motoras dos idosos após acidentes vasculares cerebrais (AVC) e que passa a permitir a recolha de informação em vários domínios.

Investigador de Coimbra avalia limitações motoras de idosos após AVC
Notícias ao Minuto

17:36 - 13/06/13 por Sérgio Silva Soares

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Coimbra, 13 jun - Um investigador da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) construiu um instrumento para avaliação das limitações motoras dos idosos após acidentes vasculares cerebrais (AVC) e que passa a permitir a recolha de informação em vários domínios.

Alberto Barata explica que o novo instrumento "vai permitir implementar ações terapêuticas no sentido de dar respostas mais adequadas às necessidades das pessoas", justamente porque cruza informações de diferentes esferas de análise.

Denominado Protocolo de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa após Acidente Vascular Cerebral (PAMPI-AVC), este novo instrumento permite a recolha nos domínios físico-funcional, psicológico, espiritual e social, o que até aqui só era conseguido com o recurso, separadamente, a diferentes ferramentas de observação.

"Espera-se que das futuras ações de Enfermagem surjam ganhos em saúde mensuráveis e um contributo claro, objetivo e concreto para o bem-estar individual, das famílias e das comunidades de pessoas idosas após acidente vascular cerebral", refere o investigador, citado numa nota de imprensa da ESEnfC.

"O PAMPI-AVC vai permitir avaliar tanto a perceção que o doente tem das dificuldades por que passa, como a que o profissional de saúde reconhece, no sentido de verificar a existência de eventuais desajustamentos entre a necessidade e a terapia", diz ainda aquela instituição de ensino.

O investigador fez uma avaliação a 88 pessoas após AVC, através deste novo instrumento de avaliação e verificou que, para uma grande maioria delas, o estado de visão se deteriorou significativamente: a dificuldade de ver coisas que estavam ao seu lado, identificada, antes da doença, por 6,7% dos inquiridos, passou a ser percecionada por 68,1% da amostra do estudo.

"A população idosa estudada (pessoas em processos de transição de saúde para a doença e de reabilitação, em instituições da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados no distrito de Coimbra) valoriza, em primeiro lugar, o domínio espiritual (75,30 em 100) e só depois os domínios social (61,90 em 100), psicológico (53,74 em 100) e físico-funcional (33,15 em 100)", sublinha a ESEnfC.

Para Alberto Barata, estes dados estarão relacionados com a "questão da finitude e com o período do ciclo vital em que as pessoas se encontram, reportando-se à religiosidade e à positividade do sentido da vida".

Apesar disso, diz a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, dentro dos quatro domínios, a subcategoria da categoria "Relações de Proximidade" com pontuação mais alta é a "perceção da relação com os serviços de saúde" (84,38 em 100), acima da categoria "religiosidade" (77,43 em 100) e da "positividade do sentido de vida" (72,37 em 100).

O estudo salienta ainda que 45,4% dos indivíduos avaliados referiram perturbar-se com muita gente à sua volta, enquanto 23,9% disseram sentir-se desorientados.

Cerca de 38% destas pessoas idosas percecionaram o respetivo estado de saúde como mau ou muito mau.

Foi ainda possível identificar outro tipo de alterações no domínio físico-funcional: as médias de força muscular foram reduzidas nas 88 pessoas idosas, um terço das quais disse sentir dor (valores superiores a 5 numa escala de 1 a 10).

SSS // ZO

Noticias Ao Minuto/Lusa

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