Albergues do Porto lotados e aumento de 15% nos pedidos de refeições

Os dois albergues nocturnos do Porto que ajudam os sem-abrigo a ter cama, kit de higiene e alimentação estão lotados e a distribuição de refeições mensais aumentou 15% em relação ao início do ano.

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País Crise

Em entrevista à Lusa, Miguel Neves, director técnico do Albergue D.ª Margarida Sousa Dias, e psicólogo de formação, explicou que desde maio de 2012 que a Associação dos Albergues Nocturnos do Porto (AANP) está a distribuir mais "duas mil" refeições por mês em relação ao início do ano, o equivalente a mais "65 refeições diárias".

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"Nos últimos três anos registámos um maior número de pedidos de apoio, quer a nível de alojamento, quer a nível de alimentação", observou Miguel Neves, acrescentando que o aumento de refeições foi desencadeada através de um plano de emergência alimentar, inserido na iniciativa do Instituto de Segurança Social.

Os pedidos de ajuda chegam via "institucional", mas também de pessoas particulares directamente.

Na cidade do porto existem entre "500 a 1000" sem-abrigo, um número que se "tem agravado com a actual crise que estamos a ultrapassar", referiu o director técnico da AANP, distinguido, contudo que sem-abrigo, não é a mesma coisa que "sem-tecto".

Os dois albergues nocturnos do Porto, instituições particulares de solidariedade social (IPSS) sem fins lucrativos, um localizado em Campanhã e o outro na Rua Mártires da Liberdade - têm capacidade para dar alojamento a 82 sem-abrigo e estão "sempre lotados", disse Miguel Neves.

Homens de cerca de 40 anos, com habilitações literárias entre o 1º e o 2º ciclo, com problemas associados ao alcoolismo e à toxicodependência é o perfil da maioria dos cidadãos sem-abrigo que chegam ao Albergue Nocturno do Porto D. Margarida Sousa Dias, o que está localizado na Rua Mártires da Liberdade, com capacidade para alojar 49 homens e 11 mulheres.

A crise financeira, e o consequente aumento do desemprego, traçam agora um perfil de sem-abrigo "mais heterogéneo", com o aparecimento de novos pobres que também pedem também ajuda, explicou o director técnico do albergue de D.ª Margarida Sousa Dias.

A AANP tem 10% de ex-utentes no quadro de pessoal, uma forma de dar esperança aos novos utentes daquela instituição de solidariedade, porque é uma forma de dar resposta de emergência social através de serviços de reabilitação e de inserção social.

O Porto, em termos estatísticos, é o segundo distrito a nível nacional com mais sem-abrigo, com Lisboa em primeiro lugar na lista.

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