Brasil planeia lançar a sua primeira missão à Lua até 2020

Brasileiros contam usar um nanosatélite que irá orbitar o astro e investigar os efeitos do ambiente espacial interplanetário sobre as diferentes formas de vida.

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Está prevista para 2020 a realização da primeira viagem do Brasil até à Lua. O projeto visa o envio de uma sonda até à órbita da Lua, a mais de 380 mil quilómetros da Terra, que recolherá informações sobre a superfície lunar e abrirá caminho a experiências pioneiras com micróbios, moléculas e células humanas.

Para materializar esta viagem, vão ser investidos 35 milhões de reais (9,69 milhões de euros), segundo uma nota publicada hoje no site da USP.

O projeto chama-se Garatéa-L e vai ser coordenado por investigadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e do Instituto de Química da Universidade de São Paulo,

"A ideia é beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o país no mapa da exploração interplanetária", disse Lucas Fonseca, engenheiro espacial da empresa Airvantis e gerente do projeto Garatéa-L.

Segundo a nota da USP, "um instrumento embarcado também fará a medição dos níveis de radiação em órbita cislunar, um resultado que terá importância para planos internacionais futuros de missões tripuladas de longa duração à Lua".

A iniciativa conta com contribuições e participantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, da USP, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, do Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

O lançamento será realizado numa parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency), que no mesmo voo deverão enviar a primeira missão ao espaço profundo de caráter comercial.

O veículo lançador contratado é o indiano PSLV-C11, o mesmo foguete que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008, segundo a USP.

Na nota lê-se ainda que "a espaçonave precisa de estar pronta para voar até setembro de 2019, mesmo ano em que se completa o cinquentenário do primeiro pouso do homem na Lua".

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