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Europeias. Polónia é um dos três países do mundo com mais ciberataques

A Polónia é hoje um dos três países do mundo mais afetado por ciberataques, com 40 mil incidentes por ano a infraestruturas civis e militares, afirmou hoje o governo polaco, admitindo o "problema muito grande" de interferência russa.

Europeias. Polónia é um dos três países do mundo com mais ciberataques
Notícias ao Minuto

19:04 - 27/05/24 por Lusa

Tech Europeias

"Quando falamos de cibersegurança, este é um problema muito grande para nós porque a Polónia é um dos três países mais atacados do mundo neste momento no que se refere a ameaças cibernéticas e no que se refere a ciberataques", disse o vice-ministro da Defesa Nacional da Polónia, Cezary Tomczyk.

Em declarações a um grupo de jornalistas europeus, incluindo a agência Lusa, no âmbito do evento "Conversas sobre a Europa" organizada pelos jornais Gazeta Wyborcza e Die Zeit e pela Fundação Cultural Europeia, o governante especificou que cerca de 2.500 elementos das forças armadas polacas (de entre quase 200 mil militares) lidam diariamente com este tipo de incidentes tecnológicos (como desinformação, ciberataques, espionagem, sabotagem, campanhas militares, entre outros).

De acordo com Cezary Tomczyk, a Polónia regista atualmente cerca de 40 mil ciberataques por ano, sendo que perto de seis mil são referentes a infraestruturas militares, "com muita informação sensível", e os restantes dizem respeito a instituições como hospitais e bancos.

"Os nossos inimigos fazem-nos porque há lá muita informação e também porque querem criar ruído", apontou o responsável, numa alusão nomeadamente às iniciativas russas.

A posição surge depois de, no início de maio, o Conselho do Atlântico Norte, principal órgão de decisão política da NATO, ter dito estar "profundamente preocupado" com os recentes ataques híbridos, de desinformação e interferência cibernética da Rússia contra a Polónia e outros seis países Aliados, garantindo ação "individual e coletiva".

"Se falarmos de propaganda russa, se falarmos de toda a influência russa na política polaca, posso dizer que é um problema muito grande para nós. Toda a gente o pode ver no Twitter [agora denominado X] e no Facebook", afirmou Cezary Tomczyk, numa alusão à presença do Kremlin (regime russo) nas redes sociais.

O combate a este tipo de ações é, segundo o vice-ministro, "uma questão importante" para o governo polaco agora liderado pelo primeiro-ministro de centro-direita Donald Tusk, que sucedeu a oito anos dos conservadores no poder.

"Penso que em toda a Europa, em todo o mundo, é preciso gerir estes ataques e esta tentativa de sabotagem russa", disse ainda Cezary Tomczyk.

As declarações surgem a uma semana e meia das eleições europeias, marcadas para 06 a 09 de junho na União Europeia (em Portugal o sufrágio é a 09), quando se teme que a desinformação e a interferência russa afetem a votação.

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