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Coletivo de jornalistas Correctiv usa IA na luta contra 'Fake News'

O centro de investigação alemão sem fins lucrativos Correctiv transforma a teoria de três universidades em prática, através da plataforma 'faktenforum' que luta contra as 'Fake News' usando Inteligência Artificial (IA).

Coletivo de jornalistas Correctiv usa IA na luta contra 'Fake News'
Notícias ao Minuto

17:01 - 25/05/24 por Lusa

Tech Correctiv

"Estamos a tentar criar uma plataforma comunitária para transferir a ideia do jornalismo cidadão para a verificação de factos", revelou à Lusa a coordenadora do projeto Caroline Lindekamp, do Correctiv.

"Começámos no início deste ano, mesmo a tempo do 'super ano eleitoral'. Estamos a oferecer workshops quinzenais ou encontros sobre desinformação ou verificação de factos. Lançamos também uma newsletter cada duas semanas", descreveu, sublinhando o "crescente interesse" da sociedade civil nestes temas.

Além das eleições europeias, marcadas para 09 de junho, três regiões da Alemanha vão também a votos no Outono.

"As pessoas percebem o enorme risco que a desinformação representa para a democracia", revelou Lindekamp.

O Correctiv divulgou, no ano passado, uma investigação que dava conta de uma reunião secreta em que vários membros da extrema-direita, na Alemanha, discutiam um plano de deportações em massa de imigrantes e até de alemães com raízes ou antecedentes migratórios.

A informação fez manchete em todos os jornais alemães, levando milhares de pessoas às ruas de todo o país contra a extrema-direita e do partido Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão).

"Queremos dar às pessoas instrumentos para que continuem a ser interventivas, para que possam ser uma parte ativa na democracia através do jornalismo (...) Não diria que vamos conseguir resolver o problema da desinformação, mas acredita que vamos contribuir para isso", Caroline Lindekamp.

O 'Faktenforum', que integra o projeto NoFake, organiza "cursos de literacia" e workshops presenciais com organizações locais para munir a sociedade civil e os media de ferramentas que lhes permitam descodificar informações falsas.

"Temos uma equipa editorial que está a fazer a verificação de factos, como a eliminação de alegações falsas, e temos uma linha de denúncia para os utilizadores que podem sugerir potenciais alegações falsas à equipa para verificação de factos", adiantou.

As três universidades parceiras no projeto, de Bochum (Ruhr-Universität Bochum), Berlim (TU Berlin) e Dortmund (TU Dortmund), estão a criar sistemas de assistência com suporte de Inteligência Artificial que não apenas detetam possíveis informações incorretas, como também ajudam na análise de textos e imagens.

"Temos problemas muito complexos a acontecer. Há muitas crises internacionais em simultâneo e isso cria um clima favorável à propagação da desinformação. Quando as pessoas estão suscetíveis ou têm medo, a desinformação sobrevive mais facilmente", constatou Caroline Lindekamp.

"A propaganda sempre acompanhou as guerras. A novidade agora é que existe AI, novas tecnologias, novas aplicações que ajudam a que a desinformação se espalhe a uma escala global", concluiu.

Para Lindekamp, o 'Faktenforum' é uma "pequena peça no puzzle do combate à desinformação" e os vários esforços que têm estado a ser feitos são "muito importantes".

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