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Esperado 'tiro de partida' para afirmar Portugal como nação espacial

O lançamento do segundo satélite português, 30 anos depois do primeiro, é hoje aguardado com expectativa por centenas de pessoas que se juntaram em Matosinhos para acompanhar mais um passo na afirmação de Portugal como nação espacial.

Esperado 'tiro de partida' para afirmar Portugal como nação espacial
Notícias ao Minuto

22:01 - 04/03/24 por Lusa

Tech MH-1

Batizado como MH-1, em homenagem ao ex-ministro da ciência Manuel Heitor, o nanossatélite 3U Cub para aplicações científicas nos oceanos vai ser lançado a partir da base empresa SpaceX de Vandenberg, nos Estados Unidos, às 22:05 (hora de Lisboa), se as condições meteorológicas o permitirem.

Replicará assim o momento de entusiasmo vivido em setembro de 1993, aquando do lançamento do PoSat-1.

"O que estamos aqui a fazer é sobretudo a pensar em futuros empregos para os jovens, e ao mesmo tempo em formas de olhar para a segurança dos cidadãos e para a nossa sustentabilidade ambiental", afirmou Manuel Heitor, que em 2019, enquanto ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - cargo que ocupou entre 2015 e 2022 - criou a Agência Espacial Portuguesa.

Recordando que o espaço oferece "essa conjugação de melhores empregos, melhores salários", Manuel Heitor defendeu que desenvolver o setor permite também olhar para a sustentabilidade do planeta e para a segurança dos cidadãos.

Em declarações à Lusa nas instalações do centro de engenharia CEIIA, em Matosinhos, onde centenas de pessoas da comunidade científica e académica acompanham hoje o lançamento do segundo satélite português -- o primeiro desenvolvido, construído e operado em Portugal -, o antigo governante e professor do Instituto Superior Técnico não escondia a expectativa e a ambição que o satélite transporta esta noite para o espaço.

"Estes pequenos satélites são formas de testar os empregos do futuro, as tecnologias do futuro. É um passo, é só um passo, não é o fim, mas é um passo muito importante. Agora espero que, pelo menos todos os dois anos, sejam lançados novos pequenos satélites", afirmou, mostrando-se confiante na capacidade de Portugal se afirmar como nação espacial.

A pouco mais de duas horas do lançamento, Rui Magalhães, diretor da unidade do espaço do CEiiA, disse à Lusa que este é um marco histórico: 30 anos depois, a estratégia espacial portuguesa volta a levar outro satélite para o espaço, reafirmando a posição de Portugal na indústria espacial.

"Este foi um passo importante, depois de 30 anos. (...) Foi absolutamente crítico para provarmos que a partir de uma ideia, conseguimos construir um produto tão complexo como um satélite que está apenas ao alcance de nações tecnologicamente evoluídas, às quais Portugal - podemos hoje dizer com clareza -- pertence", acrescentou.

Com um sentimento de missão cumprida, Rui Magalhães sublinhou que o caminho para cumprir Portugal como nação espacial está já a ser trilhado e antecipa para os próximos anos novos desafios na construção de satélites mais completos e para contextos e áreas mais exigentes.

Para Sérgio Barbedo, CEO da Thales Edisoft, líder do consórcio nacional que projetou, construiu e operará o engenho, esta iniciativa posiciona Portugal no mapa da exploração espacial.

"O sucesso deste processo permitir-nos-á assumir responsabilidades acrescidas e provavelmente projetos de maior dimensão nas cadeias de valor que o setor aeroespacial e da defesa contemplam", afirmou.

À medida que a hora do lançamento se aproxima, a expectativa cresce.

No centro de engenharia CEIIA, em Matosinhos, onde foi construído o nanossatélite e onde serão processados os dados e imagens para efeitos de estudos científicos, o sentimento é de missão cumprida e, independentemente do que venha acontecer no lançamento do MH-1, merece ser festejado.

Com um investimento total de 2,78 milhões de euros, dos quais 1,88 milhões de euros cofinanciados pelo Feder -- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o Aeros tem como missão estudar os oceanos, procurando potenciar as sinergias científicas e económicas entre o Espaço e o Oceano.

Com apenas 4,5 quilogramas, o satélite - concebido e operado por um consórcio nacional de várias empresas e instituições académicas -- orbitará a uma altitude de 510 km, sendo capaz de dar uma volta à Terra a cada 90 minutos.

O MH-1 integra a nova estratégia portuguesa para a criação de uma constelação de satélites que será capaz de monitorizar o território nacional a partir do espaço, em especial a região do Atlântico.

Leia Também: Acompanhe aqui o lançamento do satélite português Aeros

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