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Site do Parlamento Europeu a funcionar após ataque de grupo pró-Kremlin

A página de internet do Parlamento Europeu voltou esta quarta-feira a funcionar horas após um ciberataque cometido por um grupo pró-Kremlin, no dia em que a assembleia europeia reconheceu a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo.

Site do Parlamento Europeu a funcionar após ataque de grupo pró-Kremlin

Ao final da tarde, o 'site' já funcionava normalmente, depois de ter ficado inacessível por cerca de três horas, período no qual os técnicos da instituição estiveram a trabalhar para resolver o incidente, segundo fontes europeias.

A presidente da instituição, Roberta Metsola, acusou através do Twitter um grupo ligado à Presidência russa (Kremlin) de ter cometido "um ciberataque sofisticado" e respondeu escrevendo "Glória à Ucrânia".

"O Parlamento está a ser alvo de um ciberataque sofisticado. Um grupo pró-Kremlin reivindicou a responsabilidade, [mas] os nossos peritos em tecnologias de informação estão a combatê-lo e a proteger os nossos sistemas", referiu Roberta Metsola.

"Isto, depois de termos proclamado a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo", lembrou a responsável.

E adiantou: "A minha resposta é 'Slava Ukraini [Glória à Ucrânia]'".

Fonte da assembleia europeia confirmou à agência Lusa o ciberataque.

O incidente surge no dia em que o Parlamento Europeu aprovou uma resolução em que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, apresentada pelo grupo político dos Conservadores e Reformistas Europeus (centro-direita).

Os eurodeputados aprovaram, na sessão plenária em Estrasburgo (França), uma resolução que denuncia como "atos de terror e crimes de guerra" os ataques de Moscovo à Ucrânia, nomeadamente a alvos e infraestruturas civis, informou a instituição em comunicado.

Assim, o Parlamento Europeu classifica a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo que "utiliza métodos de terrorismo", apelando ainda à adoção de um nono pacote de sanções a Moscovo.

A resolução foi aprovada por 494 votos a favor, 58 contra e 44 abstenções.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Ataque à Seg. Social. "Até à data" não há evidência de acesso a dados

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