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Câmara de Lisboa lança app para receber alertas de riscos geológicos

A cidade de Lisboa dispõe de uma aplicação móvel da AGEO - Plataforma Atlântica para a Gestão do Risco Geológico, na qual o cidadão pode alertar para situações de perigo, inclusive fissuras em edifícios, anunciou hoje a câmara municipal.

Câmara de Lisboa lança app para receber alertas de riscos geológicos
Notícias ao Minuto

15:13 - 09/08/22 por Lusa

Tech Lisboa

"Usando esta aplicação, o cidadão poderá reportar situações de risco que se localizem nas imediações da zona onde reside, estuda ou trabalha, permitindo às autoridades municipais um melhor acompanhamento e monitorização das várias situações que ocorrem na cidade", refere a Câmara Municipal de Lisboa (CML), indicando que a aplicação móvel AGEO já está disponível.

A ideia é que os cidadãos estejam atentos às mudanças que se notam à superfície e dão sinais de possíveis riscos geológicos, por exemplo, "fissuras recentes em edifícios, muros ou taludes, inundações e buracos recentes na calçada", para que sinalizem na aplicação AGEO, através de uma fotografia ou vídeo com geolocalização, no sentido de alertar as entidades que prestam socorro.

"Quanto mais participativos, melhor cuidaremos da nossa cidade!", salienta a CML, num vídeo sobre a aplicação AGEO, em que reforça a importância da informação para a prevenção dos riscos geológicos.

Neste âmbito, a Câmara de Lisboa lançou uma campanha de sensibilização em pacotes de açúcar para a prevenção e pedagogia sobre os riscos de origem geológica, contando com a parceria da empresa Delta Cafés, em que vão ser incluídos os códigos QR que permitem descarregar a aplicação AGEO e obter informação acerca do modo como podem ser reportados riscos e enviados alertas.

"Nos próximos seis meses, na região de Lisboa, os pacotes de açúcar que acompanham os cafés da Delta vão ter 10 mensagens diferentes que sensibilizam os consumidores sobre inundações, sismos, 'tsunamis', deslizamentos de vertentes e riscos geotécnicos", adianta a autarquia, em comunicado.

A campanha enquadra-se no Projeto AGEO -- Plataforma Atlântica para a Gestão do Risco Geológico, que consiste no desenvolvimento de um Observatório de Cidadãos, para capacitar as populações para a identificação de situações de risco, permitindo-as ter "um papel ativo na otimização da resposta face a possíveis catástrofes", informa a CML.

O desenvolvimento da campanha de sensibilização foi da responsabilidade da equipa de projeto ReSist, integrada no pelouro do Urbanismo da CML, que tem a missão de monitorizar e implementar o ReSist, programa municipal de promoção da resiliência sísmica do parque edificado privado e municipal e infraestruturas urbanas municipais.

O programa ReSist define "um conjunto de 47 ações" para a promoção da resiliência sísmica da cidade de Lisboa e reflete o compromisso da CML com a implementação do Objetivo 11 da Organização das Nações Unidas (ONU), focado em tornar as comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

Em 13 de janeiro, a vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Joana Almeida, disse que o programa de avaliação e promoção da resistência sísmica de edifícios e infraestruturas da cidade iria avançar este ano.

Joana Almeida (independente eleita pela coligação "Novos Tempos" PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) falava numa audição nas 1.ª e 3.ª comissões da Assembleia Municipal de Lisboa sobre a proposta de orçamento do executivo camarário para 2022 na área do Urbanismo e revelou que a pasta que tutela tem uma dotação de 2,9 milhões de euros para este ano, estando cerca de 285 mil euros destinados à implementação do programa ReSist.

Ao abrigo do ReSist, a câmara pretende fazer uma "avaliação expedita da resistência sísmica" dos edifícios e infraestruturas da cidade que arrancará pela zona da Baixa e pela das Avenidas Novas, segundo revelou a vereadora.

Dentro deste programa, a CML prevê também desenvolver uma "metodologia de avaliação da vulnerabilidade sísmica" de "edifícios singulares", fazer a georreferenciação de infraestruturas, avaliar a rede de saneamento e criar uma estratégia de comunicação e um programa de sensibilização das populações.

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