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Fake News. Política de moderação de conteúdos do Facebook é vaga

O conselho de supervisão do Facebook afirmou hoje que a política de moderação de conteúdos da rede social é vaga e anulou quatro decisões da plataforma de remover 'posts' em cinco casos analisados por considerar essas escolhas problemáticas.

Fake News. Política de moderação de conteúdos do Facebook é vaga

Um desses conteúdos removidos refere-se a uma publicação em França que o Facebook considera apresentar "um risco iminente (...) de perigo físico", refere o conselho de supervisão, que emitiu hoje as suas primeiras decisões.

O conselho, cuja missão é avaliar as decisões da plataforma sobre determinados conteúdos considerados polémicos, pede ao Facebook que reponha a mensagem, considerando que os regulamentos do 'site' sobre desinformação e perigo físico iminente eram "indevidamente vagos".

A rede social criou um painel de supervisão para decidir sobre questões "espinhosas" relativas a conteúdos nas suas plataformas, face às fortes críticas à sua incapacidade de responder de forma rápida e efetiva à desinformação, discurso de ódio e campanhas de influência nefasta.

O Facebook retira regularmente milhares de 'posts' e contas e cerca de 150.000 apelaram ao conselho de supervisão desde o seu lançamento, em novembro.

Este conselho está a dar prioridade à revisão de casos selecionados que têm o potencial de afetar muitos utilizadores em todo o mundo.

Neste primeiro lote de decisões, o conselho de supervisão ordenou ao Facebook que repusesse os 'posts' de utilizadores que, segundo a empresa, quebraram os padrões de nudez adulta, discurso de ódio ou indivíduos perigosos.

Um caso, em que um utilizador brasileiro do Instagram colocou um 'post' sobre cancro de mama foi automaticamente removido por incluir imagens de mamilos femininos, deveria ter sido permitido, uma vez que a plataforma tem uma exceção para a sensibilização do tema, disse o conselho.

Um 'post' no Facebook em birmanês de um utilizador de Myanmar sobre muçulmanos que incluía duas fotos amplamente partilhadas de uma criança síria morta foi ofensiva, mas não alcançou o nível de discurso de ódio, refere.

As decisões são vinculativas, o que significa que o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, não pode fazer nada para as mudar.

O conselho de supervisão concordou com o Facebook com a decisão de retirar um 'post' com uma calúnia usada para descrever os azeris, decorrente do conflito do ano passado entre a Arménia e o Azerbaijão sobre a disputa do território Nagorno-Karabakh.

Mas o caso mais importante deste órgão ainda está para vir: trata-se da decisão de suspender indefinidamente a conta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O conselho de supervisão começará a aceitar comentários públicos sobre o caso Trump na sexta-feira.

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