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Amazon: Pandemia acelerou serviços na nuvem em vários anos

O CEO da Amazon Web Services (AWS), Andy Jassy, disse hoje que a pandemia de covid-19 levou a uma corrida aos serviços de computação em nuvem e a indústria a avançar anos, em questão de meses.

Amazon: Pandemia acelerou serviços na nuvem em vários anos

"Nos primeiros dez meses desta 'coisa', virtualmente todas as empresas do mundo tentaram poupar dinheiro de todas as formas possíveis", afirmou o executivo, durante o evento anual da empresa, AWS re:Invent.

Para as empresas que ponderavam investir em virtualização e serviços na nuvem, a disrupção provocada pela pandemia e pelo trabalho remoto foi decisiva. "Muitas empresas passaram de falar sobre isto para terem um plano a sério, e essa será uma das maiores mudanças", afirmou Andy Jassy.

"Quando olharmos para trás, para a história da nuvem, vamos ver que a pandemia acelerou a adoção da nuvem em vários anos", considerou.

De acordo com dados da consultora Canalys, reportados no final de outubro, o mercado global de computação na nuvem cresceu 33% no terceiro trimestre, atingindo os 36,5 mil milhões de dólares (33,4 mil milhões de euros).

Ainda assim, apesar do grande crescimento registado no último trimestre, a proporção de investimentos em Tecnologias de Informação (TI) que são feitos na nuvem representa apenas 4% do total de gastos, referiu Andy Jassy.

"Acreditamos que a vasta maioria da computação vai mover-se para a nuvem nos próximos dez a vinte anos, e isso significa que há muito crescimento à nossa frente", considerou o CEO.

O executivo disse que a AWS cresceu 29% no terceiro trimestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado, e atingiu um volume de negócios de 46 mil milhões de dólares, ou cerca de 42 mil milhões de euros.

"A AWS é agora a quinta maior empresa de TI do mundo, à frente de companhias como SAP e Oracle, e esse crescimento é impulsionado de forma significativa pelo crescimento da computação em nuvem e infraestrutura tecnológica", descreveu o responsável.

Alguns dos principais concorrentes da AWS na nuvem obtiveram taxas de crescimento ainda maiores no terceiro trimestre, como foi o caso da Google Cloud, que subiu 44%, e da Azure, nuvem da Microsoft, que cresceu 48%.

Jassy sublinhou, todavia, que a dimensão do negócio da AWS é "muito maior" que a de qualquer concorrente e por isso a taxa de crescimento não reflete todo o avanço feito pela empresa, que nos últimos dez meses adicionou 10 mil milhões de dólares às receitas.

"É uma base muito maior do que aquilo que se vê em qualquer outra nuvem", disse. "A percentagem de crescimento anual só interessa no que respeita à base das receitas".

De acordo com os números da Gartner citados pelo CEO, que falou ao vivo a partir de Seattle, a AWS domina quase metade do mercado mundial de computação na nuvem, com 45% de quota.

A Microsoft aparece a seguir, com 17,9%, a chinesa Alibaba tem 9,1%, a Google 5,3% e a IBM 2%. O restante é distribuído por fornecedores com quotas mais pequenas.

O CEO falou no arranque da 9ª edição do evento anual AWS re:Invent, que este ano é virtual, por causa da pandemia de covid-19, e decorrerá ao longo de três semanas.

Segundo Jassy, a expectativa da AWS é que cerca de meio milhão de pessoas se registe para assistir às várias sessões do evento, algumas das quais - como a apresentação inicial - feitas e transmitidas ao vivo.

Andy Jassy, que fundou a AWS em 2003 depois de seis anos na Amazon, é um dos executivos mais proeminentes da empresa e é considerado um potencial sucessor do fundador Jeff Bezos.

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