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'Animal Crossing: New Horizons'. Escapismo no seu melhor

O mais recente exclusivo da Nintendo Switch é, simultaneamente, a melhor e a pior coisa que podia acontecer para os aficionados de videojogos nesta época de quarentena e isolamento.

Os detentores da Nintendo Switch já se habituaram a ter exclusivos de qualidade com regularidade mas entre o alinhamento de jogos da empresa nipónica a caminho da consola, poucos geraram tamanha antecipação como ‘Animal Crossing: New Horizons’.

À primeira vista um jogo simples, com animais antropomórficos e tarefas simples e quotidianas, o jogo pega em qualquer crítica que lhe atirem e transforma-a numa das suas grandes qualidades. Sim, colher frutas e vendê-las é uma atividade frívola e chata em qualquer outro jogo , mas em ‘Animal Crossing: New Horizons’, ajuda a desenvolver a relação do jogador com o mundo virtual que o envolve.

É difícil explicar ‘Animal Crossing: New Horizons’. Tudo começa com o jogador a criar o ‘layout’ de uma ilha, a dar-lhe o nome e a personalizar a sua própria personagem. É aí que começa a grande viagem, um empreendimento de Tom Nook e companhia que lhe roubará várias horas dos próximos meses.

O objetivo do jogador é viver esta vida de ilha deserta, recolher materiais como ramos, madeira, pedra e ferro mas também colher fruta, pescar e apanhar conchas na praia. Há algo de bucólico nas atividades de ‘Animal Crossing: New Horizons’ mas é precisamente aí que reside um dos seus maiores feitos: nada parece levar muito tempo para fazer e, no processo, acaba por ficar ‘agarrado’ muito mais tempo do que julgaria no começo.

Esta ‘ilusão’ é menos eficaz no início de jogo, onde de facto pode afastar alguns jogadores. A passagem de uma tenda (ilha deserta, lembra-se?) para uma casa pode demorar mais tempo do que seria de esperar, com a durabilidade duvidosa das ferramentas a também contribuírem para alguma irritação. Para o jogador comum, a forma lenta como tudo acontece em ‘Animal Crossing: New Horizons’ pode levá-lo a questionar se, de facto, alguma coisa acontece no jogo mas (novamente) é aqui que reside um dos maiores trunfos do jogo e da série por inteiro.

Notícias ao Minuto© Nintendo

‘Animal Crossing: New Horizons’ é regido pelo relógio real, o que significa que, quando for dia, será dia no jogo e poderá até assistir à passagem das quatro estações à medida que estas se alterarem na sua janela. A início frustrante, esta grande diferença fará com que a irritação e vontade de ver tudo o que ‘Animal Crossing: New Horizons’ tem para oferecer dê lugar à curiosidade, causando um sentido de antecipação  inerente a tudo o que está presente no jogo.

Todos os dias há frutas novas para recolher, peixes diferentes para pescar, insetos para capturar. Tudo pode ser vendido e, como tal, poderá lentamente ir progredindo no jogo ao reunir dinheiro para pagar os (cada vez mais avultados) empréstimos que Tom Nook lhe conceda. ‘Animal Crossing: New Horizons’ criou até novas formas de ajudar o jogador a progredir. Além da unidade monetária do jogo, será ainda possível ir ganhando Nook Miles completando diversas tarefas. É virtualmente impossível não ganhar Nook Miles e estas podem ser usadas para comprar roupa para personalizar a sua personagem, mobília para decorar a sua (cada vez maior) casa e ainda novas receitas e fórmulas.

Poderá ainda gastar Nook Miles para comprar um bilhete de avião para outra ilha deserta, a qual tem outras frutas (que podem ser plantadas na sua ilha), mais recursos para recolher e até, quem sabe, um potencial habitante para se juntar à sua ilha. O tempo vai, inevitavelmente, passando e terá sempre curiosidade em saber o que surgirá de novidade no dia seguinte. Esta é uma tendência que se manterá sem dúvida pelos próximos meses, o que coloca ‘Animal Crossing: New Horizons’ como um jogo para desfrutar todo o ano. Sobretudo tendo em conta que a Nintendo pretende dinamizar o calendário com eventos especiais (Páscoa, Halloween, etc).

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Para colecionadores

Também há bons motivos para voltar se gostar de completar coleções. O registo de insetos e peixes levará meses para completar, dado que determinadas espécies só aparecem em determinadas alturas do dia, meses ou estações. Além de os poder vender, poderá doar um exemplar para o museu que será integrado na sua ilha. É um gosto ver o museu a ganhar vida e só isto deverá ser motivo para incentivar que continue a jogar.

Começar a viver numa ilha deserta parece ser uma proposta solitária , mas em ‘Animal Crossing: New Horizons, tem a oportunidade de jogar em modo cooperativo e, caso duas pessoas façam uso da mesma consola Switch, partilhar a mesma ilha e desenvolvê-la em conjunto. É uma proposta interessante , mas na prática, ameaça o progresso dos dois jogadores uma vez que estes terão de disputar os recursos da ilha.

Além disso, enquanto jogar em modo cooperativo, apenas um dos jogadores (o líder) poderá aceder a todo o seu inventário. Para outros jogadores terem oportunidade de fabricar equipamento terão de receber o título de ‘líder’ do jogador com esse posto. Infelizmente não é apenas o modo cooperativo que era merecedor de uma maior atenção. Visitar a ilha de um amigo (mesmo que esteja adicionado na lista online da Switch) exige a partilha de um código único, o que não deixa de ser um passo desnecessário e um sinal que a vertente online da Nintendo ainda tem de ser melhor trabalhada.

Outra crítica que apontamos é o facto de o jogador ter de gastar Nook Miles para conseguir aceder a determinadas capacidades que, dada a natureza de ‘Animal Crossing: New Horizons’, deviam estar disponíveis desde o início. Falamos por exemplo de ‘roda de ferramentas’ que dá acesso direto a todas as ferramentas, e que tem de ser adquirida com Nook Miles. Espaço limitado no inventário, por exemplo, também não ajuda nos momentos iniciais do jogo uma vez que abranda o ritmo de progressão, já suficientemente lento na fase inicial. Felizmente é possível aumentar o espaço disponível mas não devia ser um extra e sim standard.

Notícias ao Minuto© Nintendo

Considerações finais

De resto não há muitos mais pontos negativos a apontar. Tudo em ‘Animal Crossing: New Horizons’ está criado para ser relaxante. A ilha ‘abre-se’ progressivamente ao jogador, que se vai familiarizando com todos os seus sistemas, cantos e recantos para a tornar verdadeiramente a sua casa. De notar também que, em 'Animal Crossing: New Horizons', terá a oportunidade de alterar praticamente toda a ilha, nomeadamente desviar rios e criar caminhos pelo que já muita liberdade.

O grafismo polido, pragmático e carregado de charme, acompanhado pela banda sonora simples e relaxante, propõem um escapismo que será difícil de recusar (sobretudo no contexto de uma pandemia mundial).

Pontos fortes

- Estilo gráfico recheado de charme;

- Progressão de desenvolvimento da ilha;

- Capacidade de ter novas coisas para fazer todos os dias.

Pontos fracos

- O modo cooperativo não devia restringir nenhum jogador;

- Visitas a ilhas de amigos podiam ser facilitadas;

- Certas capacidades deviam estar disponíveis de início.

Ideal para…

‘Animal Crossing: New Horizons’ é um daqueles jogos que proporciona uma experiência única. Não é por acaso que a série se tornou uma referência no mundo do entretenimento e formou uma comunidade invejável. Pode ser a sugestão certa para quem procura uma forma de escapar das preocupações e ansiedades do contexto atual , mas ao mesmo tempo, não é aconselhável para quem procura completar uma ‘maratona’ em alguns dias.

‘Animal Crossing: New Horizons’ deve ser desfrutado um pouco todos os dias e, se assim o fizer, é certo que terá uma companhia não só para os próximos meses como também para os próximos anos.

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