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Sonda conclui que solo do lado oculto da Lua é idêntico ao visível

A sonda espacial chinesa Chang'4, a primeira a pousar no lado oculto da Lua, analisou o solo daquela área desconhecida e concluiu que a sua composição é idêntica à da superfície visível, segundo um estudo.

Sonda conclui que solo do lado oculto da Lua é idêntico ao visível
Notícias ao Minuto

19:19 - 27/02/20 por Lusa

Tech Lua

De acordo com um estudo publicado na revista Science Advances, a zona agora estudada tem uma parte superior formada por uma camada de regolito (fragmentos de rochas e pequenos minerais compactos) até 12 metros, como já observado em outras partes daquele satélite.

O estudo, assinado por especialistas chineses e italianos, investigou os dados enviados pela missão Chang'4, que desembarcou em janeiro de 2019 na cratera 'Von Karman', no polo sul da Lua.

A equipa liderada por Chunlai Li, da Academia Chinesa de Ciências, analisou os dados transmitidos durante os primeiros dois dias na superfície lunar pelo veículo 'Yutu-2', que analisou a composição do solo a uma profundidade de 40 metros, pois os instrumentos não permitiam a obtenção de dados claros mais abaixo.

O estudo refere que os dados da sonda fornecem "informações claras sobre a estrutura do subsolo, que é composta principalmente por materiais granulares altamente porosos com rochas incorporadas de diferentes tamanhos".

Os resultados confirmam a existência de regolito na superfície das regiões inexploradas da Lua.

A presença desse manto de rocha pulverizada e poeira a cobrir o sólido fundo rochoso era conhecida na face visível da Lua após as diferentes missões da 'Apollo', mas era desconhecida a sua existência noutras áreas.

A camada de regolito atinge até 12 metros e "parece bastante uniforme, com grandes rochas esporádicas", adianta o relatório.

Até 24 metros há uma primeira área com um grande número de rochas "distribuídas aleatoriamente" de 0,2 centímetros a um metro de largura, enquanto a segunda, mais profunda, também possui pedras, mas sua distribuição e tamanho não são homogéneos.

Na área mais profunda que pôde ser analisada, de 24 a 40 metros, a distribuição e a quantidade de rochas "diminuem consideravelmente" e estão localizadas essencialmente no topo desta camada, adianta o trabalho.

Para chegar a essas conclusões, os investigadores combinaram as imagens de alta resolução obtidas pelo 'Yutu-2' com as varreduras de radar de penetração lunar com as quais o veículo está equipado.

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