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Coronavírus: Autoridades chinesas alvo de duras críticas na Internet

As autoridades chinesas estão a ser alvo de duras críticas dos cidadãos chineses nas redes sociais sobre a gestão do surto do novo coronavírus (2019-nCoV), sendo acusadas de incompetência ou ridicularizadas.

Coronavírus: Autoridades chinesas alvo de duras críticas na Internet

Muitos internautas chineses ficaram indignados com o que denunciam ser uma série de erros que ocorreram durante uma conferência de imprensa transmitida na televisão, no domingo, por três autoridades locais.

O governador da província de Hubei (onde está localizada a cidade mais afetada - Wuhan), Wang Xiaodong, participou na conferência de imprensa sem usar uma máscara, violando as regras que tornam o seu uso obrigatório em espaços públicos.

A seu lado, o autarca de Wuhan, Zhou Xianwang, havia colocado sua máscara - mas ao contrário, o que provocou piadas dos internautas na rede social Weibo, o equivalente chinês da rede social Twitter.

"Se o autarca não sabe usar a máscara, como podemos esperar que todo mundo saiba?", declarou um internauta.

O autarca de Wuhan já havia sido fortemente criticado por ter autorizado, a 18 e 19 de janeiro, um banquete gigante para o qual foram convidadas 40.000 famílias, para celebrar o Ano Novo chinês.

"Eles são políticos incompetentes e irresponsáveis", criticou outro internauta.

Esses comentários são um exemplo raro de raiva expressada publicamente na China, onde as críticas às autoridades são geralmente censuradas.

Hoje, a 'hashtag' da conferência de imprensa já havia ultrapassado 682 milhões de visualizações na Weibo.

Os utilizadores da Internet também apontaram os números errados referidos pelo governador Wang Xiaodong sobre a produção anual de máscaras em Hubei.

Wang Xiaodong anunciou que a produção era de 10,8 mil milhões, antes de corrigir para 1,8 mil milhões e, posteriormente, para 1,08 milhões.

A China elevou hoje para 80 mortos e mais de 2.700 infetados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades anunciaram 24 novas mortes desde domingo na região de Hubei, mas não registaram óbitos provocados pelo vírus fora daquela província.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.

As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

O Governo decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

O diretor da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, é esperado em Pequim para discutir a situação com as autoridades chinesas.

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