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36 mil dispositivos já se ligaram à rede da Altice na Web Summit

O presidente executivo da Altice Portugal disse hoje que o 'wifi' tem estado a funcionar "sem incidentes" na Web Summit e que mais de 36 mil dispositivos únicos se ligaram à rede, dos quais 30 mil em simultâneo.

36 mil dispositivos já se ligaram à rede da Altice na Web Summit

Alexandre Fonseca falava na "war room" [sala de controlo] da Altice na Web Summit onde estão cerca de 30 dos 160 profissionais que estão em permanência a trabalhar para garantir as comunicações da cimeira tecnológica que decorre em Lisboa até quinta-feira.

O gestor disse que as redes estão a funcionar na normalidade, tal como nas edições anteriores.

"Até ao momento, e já levamos dois dias e meio, sem incidentes", acrescentou.

Disse ainda que o 'feedback' que tem tido sobre as redes é que "já ninguém se preocupa com o 'wifi'".

"Este é um evento do qual há muito poucos a nível mundial", afirmou, aludindo ao número de utilizadores e à densidade de redes.

Até terça, "num dia e meio de operação", estamos a falar de "mais de 1,100 milhões de sessões que foram estabelecidas, de cerca de 24 terabytes de informação cruzadas na nossa rede", disse.

Destes 24 terabytes, 18 terabytes "na rede 'wifi' apenas".

Alexandre Fonseca adiantou que "mais de 36 mil dispositivos únicos já se ligaram na rede", sendo que 30 mil em simultâneo.

"Estamos a falar de números impressionantes", afirmou o gestor, recordando dados de toda a Web Summit de 2018: 88 terabytes de informação, 3,5 milhões de sessões de 'wifi' e cerca de 150 mil dispositivos.

"Diria que estamos em linha para provavelmente bater recordes do ponto de vista da informação e dos acessos", salientou.

"Estamos com confiança acrescida de três anos de muito sucesso", afirmou Alexandre Fonseca.

O "war room" é onde as equipas de engenharia e de operações da Altice Portugal fazem a "gestão integral" das redes que ali têm - rede 'wifi' [sem fios], que é a mais utilizada na Web Summit, e a de fibra ótica - o controlo da rede móvel e ainda a componente de cibersegurança.

Questionado sobre se houve alguma tentativa de ataque informático, nomeadamente tendo em conta a participação de Edward Snowden na Web Summit, Alexandre Fonseca disse que a empresa tem de ser "muito cautelosa" sobre aquilo que diz sobre esta matéria.

"A cibersegurança tem sido uma das áreas que nós temos claramente trabalhado desde o primeiro ano (...) para garantir que tudo corre bem", prosseguiu.

"Segunda-feira [dia do arranque da Web Summit] foi um dia especialmente atribulado para as equipas de cibersegurança. Isso posso dizer-vos, já passou, e que felizmente ocorreu sem qualquer incidente", acrescentou.

Fundada em 2010 por Paddy Cosgrave, Daire Hickey e David Kelly, a Web Summit é considerada um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo e evoluiu em menos de seis anos de uma equipa de apenas três pessoas para uma empresa com mais de 150 colaboradores.

A cimeira tecnológica, que nasceu em 2010 na Irlanda, passou a realizar-se em Lisboa desde 2016, vai manter-se na capital até 2028, depois de, em novembro do ano passado, ter ficado decidida a permanência da conferência em Portugal por mais 10 anos, após uma candidatura com sucesso.

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