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Marvel Ultimate Alliance 3: Uma aliança divertida e imperfeita

Um exclusivo para a Nintendo Switch ideal para jogar entre amigos.

É difícil saber o que dizer sobre ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’. O jogo, lançado recentemente em exclusivo para a Nintendo Switch, está repleto de super-heróis amados por fãs da Marvel e elementos RPG. Por outro lado, dificilmente poderá dizer que estamos perante uma experiência significativamente melhor daquela que nos foi apresentada há dez anos atrás com ‘Marvel Ultimate Alliance 2’.

O jogo assume a mesma perspetiva isométrica e continua a dar controlo de quatro super-heróis da Marvel de cada vez num total de 36. A variedade de super-heróis é assinalável – não só visualmente como na própria jogabilidade – e conta com velhos conhecidos (Spider-Man, Captain America, Iron Man e Wolverine), sucessos recentes (Rocket Raccoon & Groot, Black Panther, Deadpool e Captain Marvel) e até nomes menos conhecidos (Elsa Bloodstone, Crystal e Mrs. Marvel).

Com todos estes super-heróis o que podíamos pedir mais? ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’ não deixa de ser divertido mas, ainda assim, fica a ideia que houve pouca ambição entre os membros da Team Ninja para ajudar a elevar o género. Sobretudo numa altura em que poucos jogos há deste género e o Universo Cinematográfico da Marvel encerrou o seu primeiro capítulo com a derrota de Thanos.

Este é parte do problema de ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’. O jogador toma controlo de vários super-heróis da Marvel para recuperar as Infinity Stones e impedir que estas caiam nas mãos de Thanos e da sua Black Order. O facto de termos visto recentemente os nossos super-heróis preferidos a combater com Thanos no cinema torna o objetivo final pouco entusiasmante, pelo que acaba por ser o caminho até lá o verdadeiro motivo para se manter nesta aventura até ao fim.

Notícias ao Minuto© Marvel / Nintendo / Team Ninja

A história levará os jogadores a visitarem várias localizações icónicas do universo da Marvel. A prisão uma nave Kree, a prisão The Raft, a torre dos Avengers, o reino de Wakanda e até Asgard poderão ser visitadas e, mesmo que existam alguns bons momentos, estes cenários bem podiam ter um pouco mais de variedade ou diversidade de inimigos. Estes existem em abundância (ainda bem) mas são praticamente cópias uns dos outros, limitando-se a servir de saco de pancada para os super-heróis. Só os bosses acabam por valer a e alguns proporcionam mesmo combates memoráveis. Como resistir à possibilidade de lutar contra o Green Goblin no topo da torre da prisão The Raft?

Melhor com amigos

No que diz respeito a dificuldade, fica a ideia que ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’ se trata de um jogo algo desequilibrado. O facto de cada uma das personagens poder ser evoluída individualmente e de haver sempre combinações novas para experimentar (que o vai fazer estar sempre a trocar de super-heróis) é fácil ver-se num fase de jogo com um nível abaixo que o pretendido.

Desta forma terá dificuldades em seguir em frente e rapidamente ver-se-á altamente frustrado. Afinal, porque raio não conseguiria o Captain America lidar com uns bandidos menores? Não se deve esquecer que está a jogar a um RPG e, como tal, deverá levar algum tempo a evoluir as personagens, ganhar os respetivos ataques e melhorá-los.

Notícias ao Minuto© Marvel / Nintendo / Team Ninja

É divertido jogar a solo mas, dada a natureza algo repetitiva do jogo, é possível que possa a perder o incentivo para continuar. Felizmente, ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’ foi especialmente desenvolvido para jogar com amigos, via online mas sobretudo localmente. A ação decorre tranquilamente, com a perspetiva isométrica a ser de grande utilidade para manter os jogadores na mesma área. Apesar disso, a mara parece que ganha por vezes vida própria e fica presa sem explicação em pedaços do cenário. Mais uma vez, um pouco frustrante.

Por muito simples que sejam, a jogabilidade e a progressão são fator mais agradável do jogo que, de resto, não tem muito mais digno de nota. Os modelos de personagens são ‘cartoonescos’ e, por muito inspirados que sejam nos seus homónimos de cinema, são muito mais próximos das versões da banda desenhada. Os efeitos dos ataques são de encher o olho e há pormenores onde se nota a veia criativa da Team Ninja com planos de câmara e sequências de qualidade. Os visuais têm algum charme mas é notória a falta de detalhe, o que pode ter sido uma concessão calculada de modo que ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’ pudesse ser desfrutado em modo portátil, praticamente indistinguível de quando se joga em televisão.

Notícias ao Minuto© Marvel / Nintendo / Team Ninja

Levará pouco mais de dez horas a chegar ao fim da campanha de ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’ mas, tendo em conta que deverá repetir alguns capítulos e há uma série de desafios extra para completar (e mais super-heróis para desbloquear), é certo que está perante um jogo com um pouco mais para oferecer do que pode parecer à primeira vista.

Considerações finais

‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’ pode ser visto como um 'peixe fora de água' na era atual de videojogos, pelo que parece saído diretamente do catálogo de jogos da PlayStation 2. No melhor e no pior.

Tomar controlo dos seus super-heróis preferidos e desancar inimigos é divertido mas, no final, acaba por não ter tanto desafio como alguns jogadores poderiam desejar. É, no entanto, um daqueles jogos com que facilmente conseguirá passar tardes inteiras a jogar com amigos e desbloquear os super-heróis que lhe faltarem.

Pontos fortes

- Um total de 36 super-heróis da Marvel para jogar;

- Bosses e cenários icónicos;

- Jogar com um amigo no mesmo localiza;

- Estilo gráfico mais próximo da banda desenhada;

Pontos fracos

- Estamos todos um pouco fartos do Thanos;

- Grafismo com detalhe limitado;

- mara atribulada;

Ideal para…

Jogadores mais experientes poderão ter dificuldades em manter-se motivados para acabar ‘Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order’. Trata-se de um jogo com mecânicas mais simples com pouca profundidade mas que, ainda assim, tem um conjunto de super-heróis muito completo e diverso. Se procura um novo jogo para jogar com amigos ou com um membro mais novo da família, este pode ser o seu próximo grande ‘vício’.

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