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Huawei vai gastar 2.000 milhões de dólares em segurança nos próximos anos

O gigante chinês das telecomunicações Huawei anunciou hoje que vai investir 2.000 milhões de dólares em cibersegurança, nos próximos cinco anos, após vários países banirem a empresa de participar no desenvolvimento das suas telecomunicações.

Huawei vai gastar 2.000 milhões de dólares em segurança nos próximos anos

Segundo o jornal oficial em língua inglesa China Daily, a medida inclui a contratação de mais pessoas e a melhoria dos laboratórios da empresa, depois de vários governos estrangeiros terem "duvidado da segurança dos seus produtos".

"Vamos abrir um centro de transparência e segurança, em Bruxelas, no próximo ano, para convencer os nossos clientes de que os nossos dispositivos são fiáveis", afirmou Hu Houkun, presidente rotativo da Huawei.

O anúncio surge depois de a Austrália e a Nova Zelândia baniram as redes 5G da empresa, por motivos de segurança nacional, após os Estados Unidos e Taiwan, que mantém restrições mais amplas à empresa, terem adotado a mesma medida.

Também o Japão, cuja agência de cibersegurança classificou a firma como sendo de "alto risco", baniu as compras à Huawei por departamentos governamentais.

Em Portugal, durante a recente visita do presidente chinês, Xi Jinping, foi assinado entre a Altice e a Huawei um acordo para o desenvolvimento da tecnologia de quinta geração (5G) em Portugal, apesar de a União Europeia ter assumido estar "preocupada" com a empresa e com outras tecnológicas chinesas, devido aos riscos que estas colocam em termos de segurança.

A Huawei é o maior fabricante global de equipamentos de rede e tem escritórios em Lisboa, onde conta também com um centro de inovação e experimentação.

Segundo a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), desde 2004, a firma chinesa investiu 40 milhões de euros em Portugal.

As redes sem fio 5G destinam-se a conectar carros autónomos, fábricas automatizadas, equipamento médico e centrais elétricas, pelo que vários governos passaram a olhar para as redes de telecomunicações como ativos estratégicos para a segurança nacional.

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