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China enviou sonda para lado oculto da Lua numa missão espacial inédita

A China enviou hoje uma sonda para o lado oculto da Lua, onde espera colocar um veículo robotizado para estudar a zona da superfície lunar que não pode ser vista da Terra, um feito inédito na exploração espacial.

China enviou sonda para lado oculto da Lua numa missão espacial inédita
Notícias ao Minuto

21:17 - 07/12/18 por Lusa

Tech Engenho

O engenho Chang'e-4, que tem o nome da deusa chinesa da Lua, foi lançado hoje (sábado na China) do Centro Espacial de Xichang, segundo a agência noticiosa chinesa Xinhua.

Trata-se da segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua, depois de uma outra, em 2013.

A nova missão da agência espacial chinesa é, no entanto, a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o "lado negro da Lua", onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local apontado para a alunagem da sonda e do veículo robotizado, prevista para vésperas do Ano-Novo, será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

"É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura", afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da "Chang'e-4" está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espetrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea "Arabidopsis thaliana" (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à microgravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a "Arabidopsis thaliana" podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão "Chang'e-4" irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação direta com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da Chang'e-4, seguir-se-á a missão Chang'e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

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