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Recados de Marcelo podem não ter tido um destinatário concreto

O Presidente da República afirmou que a popularidade de políticos não deve ser confundida com "endeusamento". João Galamba e Marco António Costa não identificaram os eventuais destinatários e preferiram destacar a reforma do Parlamento, que também foi abordada por Marcelo.

Recados de Marcelo podem não ter tido um destinatário concreto
Notícias ao Minuto

22:32 - 25/04/18 por Fábio Nunes 

Política Opinião

No seu discurso na cerimónia do 25 de Abril na Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que o “prestígio e a popularidade mais ou menos conjuntural” de alguns políticos não deve ser confundida com “endeusamento” político. Destacou também a necessidade de combater “messianismos” que se escondem em aparências democráticas.

Estas afirmações de Marcelo foram vistas como recados do Presidente da República. Mas ninguém parece saber quem eram os destinatários. António Costa não os identificou, tal como João Galamba, do PS, e Marco António Costa, do PSD, que foram questionados pelos recados do Presidente no Esquerda-Direita desta quarta-feira, na SIC Notícias.

“Não sei de quem é que ele estava a falar”, disse João Galamba.

Já Marco António Costa considera que o Chefe de Estado fez um alerta a todos. “Acho que o Presidente da República falou para todos. Deixou recados muito concretos, muito objetivos. Julgo que com estas afirmação não queria dirigir-se a alguém em particular, mas é um alerta que deixa à sociedade portuguesa, aos dirigentes políticos em particular, quando diz que, se as instituições deixarem ‘espaços em aberto’ que lhes cabe cumprir uma determinada responsabilidade, estão a permitir o aparecimento desses messianismos e populismos”.

O social-democrata acrescentou ainda que Marcelo não deve “usar o discurso do 25 de Abril para ir para ali levantar um conflito institucional”.

Já sobre as cadeiras vazias que se notaram na manhã desta quarta-feira no Parlamento, João Galamba e Marco António Costa lembraram que a obrigação dos deputados é estarem presentes. Mas o socialista recordou que “muitos deputados desempenham mais do que uma função, muitas vezes são autarcas na sua terra e estão presentes em cerimónias nas suas autarquias”.

Os dois deputados centraram-se depois na reforma do Parlamento abordada no discurso de Marcelo. Marco António Costa salientou que “o Parlamento português sofre de um excesso de sessões plenárias e pouca oportunidade para o trabalho em sessões de comissão. O modelo da nossa Assembleia da República precisa de ser repensado”.

Já João Galamba falou sobre a exclusividade dos deputados. “Acho que deveria haver uma maior diferença salarial entre quem está em exclusividade no Parlamento e quem não está. Não sei é se essa exclusividade vai melhorar o Parlamento. Acho que poderia criar uma distorção no Parlamento em favor de funcionários públicos”, disse.

Os dois concordaram que a proximidade das eleições não ajuda a um diálogo relativamente a uma eventual reforma do Parlamento, mas Marco António Costa referiu que pode ajudar “se for feita por etapas”.

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