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“A confiança é o melhor antídoto para os populismos”

Primeiro-ministro lembra que a democracia, a paz e a liberdade, valores dados como adquiridos, na verdade não o são, e alertou que é preciso continuar a trabalhar diariamente para que a "esta liberdade seja eterna".

“A confiança é o melhor antídoto para os populismos”
Notícias ao Minuto

16:00 - 25/04/18 por Melissa Lopes

Política 25 de Abril

António Costa disse esta quarta-feira no Palácio de São Bento, durante as comemorações do 25 de Abril, que é preciso “continuar a trabalhar para que esta liberdade seja eterna” e que, tal como as pessoas, a democracia também pode adoecer. Para combater essas doenças – populismos, leia-se, - o “melhor antídoto é a confiança”.

Falando aos jornalistas em São Bento, o primeiro-ministro afirmou que todos os discursos deste dia foram “muito sintonizados” e “bastante coincidentes” naquilo que importa:

“Servir os cidadãos, servir e valorizar a nossa democracia, completando aquilo que falta completar porque todos os anos a democracia pode ser um bocadinho melhor e continuar a fazer o país melhor”.

Questionado sobre como viu o discurso do Presidente da República, Costa respondeu, entre risos: “Vi de costas”, para de seguida, comentar: “Percebi bem a ligação que quis fazer entre a tragédia de há cem anos atrás e de como aquilo que consideramos como adquirido, a paz, a liberdade, a democracia. Nunca é adquirido. E todos os dias temos de andar a fazer um esforço para que a podemos continuar a preservar”, frisou, salientando que devemos continuar a trabalhar, 44 anos depois da Revolução dos Cravos, para que a “liberdade seja eterna”.

O primeiro-ministro lembrou as palavras de Ferro Rodrigues para destacar a curiosidade de estarmos a comemorar este ano, pela primeiro vez, o facto de a Constituição de 76 ter vigorado mais tempo que a anterior, a de 33. “É um sinal da vitalidade da democracia, mas temos de continuar a trabalhar para que esteja cada vez mais viva e mais forte”, reiterou.

Na sua opinião, tal como as pessoas, a democracia também corre o risco de adoecer, mas para resolver esse problema há boas soluções. “Felizmente temos encontrado bons antídoto”, disse, destacando a confiança dos cidadãos. Estes, sublinhou, “têm de ter confiança de que têm sempre o poder sobre controlo e que as suas decisões contam sempre”. Para cimentar essa confiança, Costa elegeu como fundamentais duas coisas: “que haja sempre alternativa política ao dispor dos cidadãos” e que as “pessoas sintam que o poder as respeita e que seguramente não realizamos os sonhos de cada um (porque os sonhos são o que mais se aproxima da utopia) mas sentirem que, no essencial dos compromissos que assumimos são respeitados”, sustentou.

“A confiança é o melhor antídoto para o populismo”, rematou.

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