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"Não é bom repetir receitas rentistas ambientalmente irresponsáveis"

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, manifestou-se hoje, na Lousã, contra a repetição de "receitas rentistas" para o ambiente, que "PS e PSD continuam a propor", de acordo com a ideia de que quem paga pode poluir.

"Não é bom repetir receitas rentistas ambientalmente irresponsáveis"
Notícias ao Minuto

17:10 - 15/04/18 por Lusa

Política Catarina Martins

"Não é bom repetir as velhas receitas rentistas ambientalmente irresponsáveis que provocam o abandono do território e que foram os acordos entre o PS e o PSD para o investimento público e para a estratégia da economia ao longo de 40 anos", afirmou Catarina Martins, hoje, na Lousã, no distrito de Coimbra, durante um almoço para assinalar o 19.º aniversário do Bloco de Esquerda (BE).

"Precisamos não de velhas políticas, mas de novas políticas", que "percebam a urgência ambiental, por exemplo" sustentou, considerando que, "é, por isso, incompreensível" que aqueles dois partidos mantenham a estratégia para a indústria e de produção energética, que deve ser reconvertida.

Não se combate o aquecimento global e as alterações climáticas com "negócios sobre as emissões de licenças de carbono", isto é, "em vez de quererem uma alteração que não permita que se continue a poluir e a criar o problema gigantesco que temos" (com consequências como os incêndios de 2017), PS e PSD "acham que quem paga pode poluir".

"Dinheiro nenhum nos salva das alterações climáticas. Nós não precisamos de cobrar a quem faz emissões de carbono, nós precisamos é de limitar, claramente, as emissões de carbono" e de "uma política de estratégia e de investimento que ponha o ambiente no centro", defendeu.

Quem não entendeu isso, "ainda não percebeu o que aconteceu no ano passado", com os incêndios, em Portugal.

"Temos de tirar consequências, proteger o país, proteger as nossas vidas" e é este "o desafio que o Bloco de Esquerda lança", disse Catarina Martins, destacando o facto de fazer esta referência num dos locais (Lousã) que "mais vítima tem sido das políticas erradas e de investimento, da estratégia" que tem sido seguida em Portugal.

É necessário "colocar no centro das nossas decisões não o que Bruxelas quer ouvir, mas aquilo de que o nosso país precisa: uma política que pense as alterações climáticas e uma política que responda às enormes desigualdades no nosso país", sustentou a coordenadora do BE, referindo os setores da energia e dos transportes ("seguramente com ferrovia aqui na Lousã" e "um pouco por todo o país").

"É notícia que há uma estratégia, um acordo para o Portugal 2030, ou seja, o que faremos na próxima década" em relação à aplicação dos fundos comunitários, entre o PS e o PSD, afirmou ainda, durante a sua intervenção, Catarina Martins.

"Nós vimos ao longo destes 40 anos que os investimentos estratégicos foram sempre acordados em bloco central" e que resultaram no aumento das desigualdades no país, na promoção do "abandono de boa parte do território", em "negócios rentistas".

Negócios para garantiram PPP (parcerias público-privadas) ou para permitirem que "grupos económicos fiquem com boa parte do dinheiro que deveria ser para investir na nossa vida, na qualidade dos nossos serviços, na qualidade da nossa economia e também em como olhamos para as questões do futuro", relacionadas designadamente com o território e o clima.

Se assim não tivesse acontecido "não tínhamos chegado ao ponto em que estamos", sustentou.

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