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Bloco acusa Efacec de "manipular" estatuto de empresa em reestruturação

O Bloco de Esquerda (BE) acusou hoje a administração da Efacec "de manipular" o estatuto de empresa em reestruturação e de "pressionar" trabalhadores a rescindir contrato, numa altura em que esta "apresenta lucro e está a recrutar".

Bloco acusa Efacec de "manipular" estatuto de empresa em reestruturação
Notícias ao Minuto

13:58 - 09/04/18 por Lusa

Política José Soeiro

Em declarações à agência Lusa, o deputado do BE, José Soeiro, que esta manhã esteve reunido com a Comissão de Trabalhadores (CT) da Efacec, referiu que "a empresa quer rescindir contrato com colaboradores com o argumento de que estaria numa fase de sobredimensionamento e de que há um conjunto de trabalhadores muito próximos da idade da reforma", algo que diz ser "mentira".

"Por um lado, a empresa está a recrutar pessoas em várias áreas de forma precária, com recurso a falsos 'outsourcing' e com a externalização de encomendas e tarefas. Por outro lado, a empresa já anunciou o recrutamento de 400 trabalhadores para uma nova unidade e em causa está uma empresa que a própria administração admite que teve lucros", descreveu o deputado bloquista.

José Soeiro disse ter-lhe sido transmitido que "a empresa está a tentar fazer uma pressão muito forte junto de cerca 45 trabalhadores para rescindirem contrato ao abrigo do estatuto de empresa em reestruturação", no entanto, segundo o BE, "os trabalhadores que constam da lista não estão em idade de reforma, mas estão em idade ativa".

"Constam da lista os trabalhadores mais reivindicativos, nomeadamente cinco delegados sindicais. Há aqui um problema grave de manipulação do conceito de empresa em reestruturação e um problema grave de assédio moral junto das pessoas que estão a ser pressionadas para assinarem o acordo", afirmou Soeiro.

Estas denúncias surgem depois de em 23 de março ter decorrido uma greve na Efacec, a qual registou, segundo a CT, uma adesão de 80%, mas a administração reportou à Lusa uma adesão de 20%.

No comunicado distribuído nesse dia, as Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT) da Efacec denunciavam que, desde julho de 2017, foram já criadas três listas para dispensar um total de 150 trabalhadores, a últimas das quais "lançada em 15 de março, com mais 49 nomes", que terão sido "pressionados a aceitar a rescisão" como alternativa "a um despedimento coletivo".

Mas, também em comunicado, a Efacec assegurou que estas acusações são "totalmente falsas" e reafirmou-se como "indiscutivelmente um recrutador de referência em Portugal, hoje e nos próximos anos".

A este propósito, recordou ter em curso um programa de recrutamento (o 700 Recruta +) que prevê a admissão de 700 trabalhadores até 2020, sobretudo para as áreas de mobilidade elétrica e automação, adiantando que nos dois primeiros meses de 2018 já contratou 85 colaboradores.

O Bloco de Esquerda entregou um requerimento na Assembleia da República sobre esta situação, estando agendada para quarta-feira a audição da CT na comissão de Trabalho e Segurança Social do parlamento, enquanto a administração da Efacec é ouvida no dia 18.

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