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"No essencial, os partidos da oposição concordam com o Governo"

Pacheco Pereira considera que vivemos num "fake country", uma vez que Governo e oposição estão de acordo "no essencial". Para o ex-dirigente social democrata, António Costa não fez "nenhuma rutura" em termos de política económica.

"No essencial, os partidos da oposição concordam com o Governo"
Notícias ao Minuto

08:40 - 30/03/18 por Notícias Ao Minuto

Política Pacheco Pereira

No habitual espaço de comentário semanal na antena da SIC Notícias, o historiador e ex-dirigente do PSD José Pacheco Pereira afirmou que o Governo e a oposição “concordam no essencial”, só que tanto o PSD como o CDS não o admitem e, por isso, encontraram o “gancho da anestesia”.

Começando por fazer uma síntese da atual conjuntura política nacional, Pacheco Pereira salientou “uma mistura de um discurso político muito pobre, de uma falta enorme de escrutínio sobre a governação, e de uma oposição que no fundo concorda com as linhas gerais da governação”, para depois especificar os pontos em que Governo e oposição têm uma posição ideológica semelhante.

“No essencial, os partidos da oposição, PSD e CDS, concordam com a política do Governo. E a política do Governo não fez nenhuma rutura com a política do governo anterior, a não ser em algumas questões que são importantes do ponto de vista simbólico do plano político. Mas, na gestão económica, não fez nenhuma rutura”, referiu o historiador no programa televisivo 'A Quadratura do Círculo'.

Por esse motivo, Pacheco Pereira, que não deixa, no entanto, de salientar as “diferenças” entre Governo e oposição, considera que vivemos num “fake country” (país falso), uma vez que “a oposição concorda com o Governo, mas como não tem sucesso eleitoral, nem nas sondagens, e como não sabe por que ponto há de pegar, encontrou o gancho da anestesia”.

No entanto, o ex-dirigente do PSD admite que “a Geringonça virou uma página no plano político”, tendo criado “uma situação que faz com que os partidos à Direita tenham de ter uma maioria absoluta”. “O facto de, pela primeira vez, ter havido uma aliança à Esquerda forçou os partidos que são contra essa ‘Frente de Esquerda’, como agora se diz, tenham eles próprios de ter uma maioria absoluta”.

Contudo, conclui Pacheco Pereira, “o Governo não mudou, nem quer mudar, as linhas gerais do modelo económico. Porque estamos numa conjuntura internacional e nacional positiva, mas que não é sustentável a prazo”.

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