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PS fala em caminho para década de convergência, PSD farto de proclamações

O PS defendeu hoje que o Governo está a construir um caminho para uma década de convergência com a União Europeia com base na modernização da economia, discurso que levou o PSD a afirmar-se "farto das proclamações".

PS fala em caminho para década de convergência, PSD farto de proclamações
Notícias ao Minuto

16:41 - 22/03/18 por Lusa

Política União Europeia

Falando na abertura do debate sobre modernização da economia através da inovação e da ciência, hoje, na Assembleia da República, o vice-presidente da bancada do PS Carlos Pereira traçou como meta de médio prazo "uma década de convergência com a União Europeia".

"A reforma que a economia de Portugal precisa não é baseada nos baixos salários, numa vertigem de empobrecimento que destrói a capacidade do país e expulsa os seus próprios habitantes. A reforma que precisamos é esta que estamos a fazer: Transformamos Portugal através do conhecimento, levarmos o conhecimento e a investigação e desenvolvimento às empresas, ajudando-as a internacionalizarem-se, acrescentando valor e riqueza", disse o "vice" da bancada do PS, numa fase da sua intervenção em que colocou em contraponto o atual e o anterior Governo.

A primeira resposta da bancada do PSD ao PS foi dura, com Cristóvão Norte a usar a ironia para dar os parabéns ao socialista Carlos Pereira.

"Do ponto de vista das proclamações, o senhor deputado tem um talento ao nível do Governo. Mas quando é que o Governo do PS abandona os anúncios e passa à concretização? Estamos fartos de proclamações", disse, com o vice-presidente da bancada do PS a ripostar: "É preciso ter muita lata alguém no PSD nos acusar de não cumprirmos metas nos investimentos em investigação", reagiu Carlos Pereira.

O PSD voltou logo a seguir de novo à carga com o deputado Luís Campos Ferreira a sustentar que, se há resultados positivos atualmente em termos de crescimento económico, tal se deveu ao caminho aberto pelo anterior Governo chefiado por Pedro Passos Coelho.

Luís Campos Ferreira acusou então o Governo socialista de estar "capturado por uma esquerda contra a economia social de mercado" e de ter "desperdiçado" as vantagens competitivas que teria a concretização da reforma do IRC.

"Em matéria de modernização da economia, inovação e ciência, é já um vício do PS falar como se tivesse inventado a roda, mas os senhores nem sequer estão a mostrar qualquer novo caminho. O caminho já tinha sido aberto antes", defendeu o social-democrata, numa referência ao executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

Na sequência deste discurso, o vice-presidente da bancada do PS João Paulo Correia pediu a palavra para responder: "Infelizmente, este novo PSD não inovou no seu discurso e demonstra que continua amarrado à sua velha política".

"Pode concluir-se que o PSD chegou a este debate sem propostas e sem ideias", advogou ainda o deputado socialista eleito pelo círculo do Porto.

Embora numa linha diferente daquela que foi protagonizada pelo PSD, também o deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa fez reparos críticos à visão do PS sobre a realidade do país.

"Modernizar a economia através da inovação e da ciência é um caminho em relação ao qual todos os deputados estão de acordo, mas a modernização da economia não se faz com um país desigual - e Portugal é um dos países mais desiguais em termos europeus. Um dos principais desafios estratégicos é corrigir os desequilíbrios estruturais ao nível da economia", defendeu Heitor de Sousa.

O dirigente do BE advertiu ainda que "Portugal está a um terço do caminho, relativamente à média europeia, no que respeita a investimentos em investigação e desenvolvimento".

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