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Foram dados "alguns passos para reforma florestal, mas são muito poucos"

A líder do Bloco de Esquerda considerou hoje que devem ser retiradas "consequências políticas" do relatório da Comissão Técnica Independente sobre os fogos de outubro, defendendo uma "reforma florestal efetiva" e "um novo modelo de proteção civil".

Foram dados "alguns passos para reforma florestal, mas são muito poucos"
Notícias ao Minuto

13:57 - 21/03/18 por Lusa

Política Catarina Martins

"Há consequências políticas que devem ser retiradas, desde logo na alteração da prevenção e da própria forma como olhamos para o território", advertiu a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, em declarações aos jornalistas em Évora.

A dirigente bloquista notou que foram dados "alguns passos para a reforma florestal, mas são muito poucos", considerando que "é preciso fazer a reforma florestal efetiva" e que "esse é o primeiro passo para a prevenção".

"É necessário limpar as matas também, mas isso não chega. É essencial e ninguém pode descurar essa responsabilidade, mas é preciso acabar a reforma florestal", insistiu.

Por outro lado, Catarina Martins apontou a necessidade de "por no terreno um novo modelo de proteção civil, que sejam operante", referindo que "algumas modificações já estão a ser feitas, outras ainda não e é essencial que elas existam".

"Que se retirem todas as consequências, porque não podemos permitir que tragédias destas possam voltar a acontecer", acrescentou.

Para a líder do BE, o relatório da Comissão Técnica Independente sobre os fogos de outubro aponta "três problemas diferentes", nomeadamente "falhas na prevenção, falhas na proteção e fenómenos meteorológicos extremos".

"Há uma parte do relatório que aponta para responsabilidades que seguirão o seu curso do ponto de vista judicial e assim terá de ser e aguardamos, com todo o respeito, pela separação de poderes", assinalou.

A comissão técnica independente que analisou os grandes incêndios rurais de 2017 entregou hoje no parlamento o relatório dos fogos de outubro, envolvendo oito distritos das regiões Centro e Norte.

O documento, que atualiza para 48 o número de mortos nesse mês, conclui que falhou a capacidade de "previsão e programação" para "minimizar a extensão" do fogo na região Centro (onde ocorreram as mortes), perante as previsões meteorológicas de temperaturas elevadas e vento.

A junção de vários fatores meteorológicos, descreve, constituiu "o maior fenómeno piro-convectivo registado na Europa até ao momento e o maior do mundo em 2017, com uma média de 10 mil hectares ardidos por hora entre as 16:00 do dia 15 de outubro e as 05:00 do dia 16".

Contudo, acrescenta, a Autoridade Nacional de Proteção Civil pediu um reforço de meios para combater estes incêndios devido às condições meteorológicas, mas não obteve "plena autorização a nível superior", e a atuação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi "limitada" por falhas na rede de comunicações.

Os peritos consideram que tem de haver das autoridades "flexibilidade para ter meios de previsão e combate em qualquer época do ano" e defendem a criação de uma unidade de missão para reorganizar os bombeiros.

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