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PCP questiona Governo sobre o reforço do quadro de motoristas na STCP

O PCP anunciou hoje que vai questionar o Governo sobre a falta de autorização para o alargamento do quadro de motoristas na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), apontando que há "uma falta de resposta preocupante".

PCP questiona Governo sobre o reforço do quadro de motoristas na STCP
Notícias ao Minuto

17:25 - 14/03/18 por Lusa

Política Transportes

Em declarações à agência Lusa, Jaime Toga, membro da Direção da Organização Regional do Porto (DORP), disse, citando dados fornecidos pela Comissão de Trabalhadores (CT) da STCP, que em 2017 não foram efetuadas 53.000 viagens que estavam planeadas, apesar de terem sido pedidas 55.000 horas extraordinárias aos trabalhadores.

"Isto tem reflexos em sobrecarga de trabalhadores, menos horas de descanso, conflitos laborais, maior risco para a segurança dos motoristas e para os utentes e no crescimento de queixas por parte dos utentes", descreveu o comunista.

Assim, o PCP decidiu questionar tutela sobre a razão pela qual ainda não está autorizada a passagem de 924 para 948 motoristas, algo, descreveram os comunistas, "solicitado pela administração e que seria indispensável para minimizar os danos atuais".

"Hoje, a escala de serviços já é feita com motoristas que não existem e tem de se recorrer a horas extraordinárias ou admitir que há viagens que não vão ser feitas", referiu Jaime Toga, que falava após uma reunião com a CT.

O PCP fez um balanço das preocupações já manifestadas aquando do processo de municipalização da STCP, referindo que "a empresa procedeu a ajustes que implicam mais quilómetros e mais custos que não estavam contratualizados, mas os municípios recusam pagar mais".

"Percebemos que não queiram pagar mais do que estavam à espera, mas não se pode submeter o serviço público apenas a um critério de custo. Os custos não podem ser o único de elemento de análise", referiu o também membro do Comité Central do PCP.

Jaime Toga reiterou, por fim, que o PCP defende que a STCP passe a ser o "operador interno" de toda a Área Metropolitana do Porto e que o título 'Andante' sirva para todos os transportes dos seis concelhos onde esta empresa opera - Porto, Matosinhos, Maia, Valongo, Gondomar e Vila Nova de Gaia.

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