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"Enquanto for o jogo de quem lidera a Direita, facilita a vida ao PS"

Para Fernando Medina, o Congresso do CDS foi de afirmação para a atual líder partidária.

"Enquanto for o jogo de quem lidera a Direita, facilita a vida ao PS"
Notícias ao Minuto

23:24 - 13/03/18 por Filipa Matias Pereira

Política Fernando Medina

No último fim de semana, a ex-concorrente de Medina à Câmara de Lisboa, Assunção Cristas, foi a ‘protagonista’ do Congresso do CDS. E, naturalmente, este foi um tema ‘em cima da mesa’ na análise do líder do executivo camarário num habitual espaço de debate na antena da TVI 24.

Este foi, nas palavras de Fernando Medina, “o Congresso de afirmação de Assunção Cristas enquanto líder”.

O ponto alto do partido fica marcado, na ótica do político, “pelo facto de Assunção Cristas ter iniciado o combate pela liderança da Direita em Portugal. E fê-lo com muita clareza e de forma particularmente agressiva para com o PSD. Ela quer liderar o centro-direita em Portugal sem contemplações”. E, acrescenta, “quando um líder afirma um objetivo político é para ser levado a sério”.

No entanto, este desafio de Cristas não é inédito na liderança do CDS-PP, já que “Paulo Portas quis também liderar a reconfiguração da Direita em Portugal”. Mas “o máximo que conseguiu foi chegar perto dos 12%”. Por isso, a questão que se impõe é: “Será que a nova direção do partido vai conseguir fazer no CDS aquilo que Paulo Portas não conseguiu? Este é o desafio. Acho que está tudo em aberto”.

Neste cenário político, destaca Fernando Medina, “é bom que o PSD perceba o que está em causa. O discurso de Assunção Cristas contra o PS é para mobilizar a base da Direita e do PSD para votar nela e não em Rui Rio. Aliás, o que aconteceu em Lisboa é um bom exemplo. O resultado de Assunção Cristas foi um exemplo muito bom para a história do CDS, mas foi feito à custa da base eleitoral do PSD. O partido social-democrata e o CDS em Lisboa, nos últimas eleições, tiveram o segundo resultado mais baixo que os partidos já tiveram. Por isso, isto é um sistema de vasos comunicantes. É um sistema que Assunção Cristas não vai buscar votantes ao Bloco ou ao PCP, nem ao PS; pode ir buscar eleitores que votariam no PSD. Ou o PSD percebe isto ou pode ter surpresas", alerta. 

Já Rui Rio, “tem apostado em recuperar a confiança do eleitorado no PSD - uma relação que ficou fragilizada com Passos Coelho”. E para o PS “há boas notícias. Enquanto for um jogo entre quem lidera a Direita, facilita a vida ao PS”.

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