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PSD quer "mais respostas e menos conversa" do Governo sobre autoestrada

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Viseu exigiram hoje "mais respostas e menos conversa do Governo" sobre a autoestrada Viseu-Coimbra, remetendo várias questões ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

PSD quer "mais respostas e menos conversa" do Governo sobre autoestrada
Notícias ao Minuto

15:29 - 08/03/18 por Lusa

Política Viseu-Coimbra

No documento, entregue na Assembleia da República, os parlamentares querem saber, no caso do troço Coimbra-Santa Comba Dão, se "o estudo prévio lançado pelo anterior Governo e a ser concluído" até 19 de julho de 2017 "já foi entregue à entidade adjudicante".

"Dado o compromisso do Governo de que a obra avançará logo que concluídos os estudos, ao atual ritmo da sua elaboração, prevê-se para quando o lançamento da respetiva empreitada e início dos trabalhos no terreno?", questionam os deputados, que pretendem conhecer a "estratégia definida pelo Governo", sobretudo no que diz respeito ao financiamento e regime de exploração, "para a efetiva construção este troço".

Já para a via Santa Comba Dão-Viseu, os sociais-democratas perguntam se o Executivo "já providenciou o lançamento de algum concurso para quaisquer estudos" e "qual a estratégia definida pelo Governo (nomeadamente no que se prende com o traçado, o financiamento, o regime de exploração e o cronograma) para a efetiva construção este troço".

Os deputados consideram que "a ligação rodoviária entre Coimbra e Viseu em perfil de autoestrada faz hoje parte, indubitavelmente, do topo das prioridades nacionais de investimento em infraestruturas, sendo uma justa reivindicação das populações, órgãos autárquicos e empresas e respetivas organizações representativas de todo o Centro interior do país".

"A necessidade urgente desse investimento resulta do facto de o atual Itinerário Principal 3 (IP3), que atualmente liga aquelas duas capitais de distrito, ser, por um lado, uma das vias nacionais de mais elevada perigosidade e sinistralidade rodoviária e, por outro lado, configurar objetivamente, para uma vasta região do país, um sério obstáculo ao desenvolvimento económico e à coesão territorial", acrescentam.

Em 17 de janeiro foi conhecida uma carta na qual os presidentes das Câmaras de Viseu e de Coimbra desafiavam o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, a fazer com eles uma viagem no IP3, para que o governante possa ter um "contacto direto" com a situação desta via.

Na missiva, o social-democrata Almeida Henriques (Viseu) e o socialista Manuel Machado (Coimbra) convidam Pedro Marques para a viagem a realizar "em data próxima" e "fazendo-se acompanhar por quem considerar adequado, nomeadamente pelos responsáveis pela gestão da via".

"Previsto no Plano Rodoviário Nacional desde 1985, que substituiu o plano de 1945, o IP3, que só ficou totalmente concluído em 2010, desde há muitos anos tem revelado, no seu troço entre Viseu e Coimbra, elevados níveis de sinistralidade e constante e crescente degradação", lamentam os autarcas no documento.

No mesmo dia, em Coimbra, Pedro Marques afirmou que a construção da nova ligação rodoviária entre Coimbra e Viseu avançará logo que os estudos em curso estejam concluídos, considerando esta "uma obra prioritária" para o Governo.

"Ora, em face de uma posição do Governo tão perentória, e a fim de aferir da sua real vontade de avançar com a construção deste empreendimento e confirmar que não há quaisquer expedientes dilatórios, surge como fundamental perceber qual o ponto da situação dos estudos da autoestrada Coimbra-Viseu", lê-se na pergunta dos deputados do PSD eleitos por Viseu.

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