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'Flirt' com PSD? "Quando se pisca o olho nunca se sabe o que pode dar"

Para o antigo coordenador do Bloco de Esquerda, o tema que gira em relação ao 'flirt' entre o Governo e o PSD tem espoletado reações "extremadas".

'Flirt' com PSD? "Quando se pisca o olho nunca se sabe o que pode dar"
Notícias ao Minuto

23:42 - 23/02/18 por Filipa Matias Pereira 

Política Francisco Louçã

“Rui Rio não esperaria tanta turbulência no Congresso”, começou por afirmar Francisco Louçã num habitual espaço de comentário na antena da SIC Notícias. “Passos Coelho, que iria fazer um discurso de despedida, fez um discurso de chegada. Montenegro apresentou-se explicitamente como candidato à substituição e uma parte importante do PSD entende que Rui Rio é um regente provisório à espera de uma derrota em 2019, e isso ficou muito claro nesta espécie de conspiração do grupo parlamentar - em que algumas das pessoas da lista de Negrão nem sequer votaram nele”, defende o antigo coordenador do Bloco de Esquerda. Tudo depende agora do “percurso que Rui Rio venha a seguir”.

Questionado relativamente ao 'flirt' entre Governo e PSD, Francisco Louçã defende, metaforicamente, que “quando se pisca o olho nunca se sabe o que pode dar a seguir”. Para o comentador político, “há uma reação extremada” relativamente a esta matéria, preferindo por isso seguir “num sentido diferente”.

Para corroborar a sua afirmação, Louçã recorda que o PCP escreveu um comunicado em que dizia que “o encontro entre Rui Rio e o Governo vem confirmar que o PS, seguindo opções de classe ao serviço do grande capital, assume cada vez mais a convergência com o PSD e o CDS”. Ora, esta é uma frase “duríssima porque o PCP esteve coligado com Rui Rio, dando-lhe maioria na Câmara do Porto. Mas, ao acusar uma reunião que é aparentemente inconclusiva de ser um sinal de que o PS passou para uma fase de aliança com o PSD e o CDS, deixa o PCP uma situação difícil sobre o que vai fazer este ano”.

“Já eu sou mais prudente”, acrescenta: “Acho que estes encontros ainda não são conclusivos. O PS não tem margem para oscilar de umas alianças para outras”. E importa salientar que há “um problema de fundo: é preciso que o Governo volte às reformas estruturais, nomeadamente um debate importante sobre a captação da palavra reforma. A Esquerda, em vez de ter estas preocupações sobre encontros, devia lançar este ano propostas que captassem a reforma mais importante que falta fazer: a reforma da saúde”.

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