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PSD e CDS preferiam PCP calado, sem denunciar "política de direita"

O líder parlamentar do PCP afirmou hoje que PSD e CDS-PP, protagonistas da anterior governação, preferiam que os comunistas ficassem calados sem denunciar dificuldades das pessoas com serviços públicos degradados pela "política de direita"

PSD e CDS preferiam PCP calado, sem denunciar "política de direita"
Notícias ao Minuto

18:48 - 15/02/18 por Lusa 

Política João Oliveira

O ministro do Ambiente, por seu turno, afiançou que "a aposta no transporte público é mesmo uma marca deste Governo" e enumerou diversas melhorias registadas em "meia legislatura" nas empresas, garantindo a sua manutenção, "inaliavelmente, no setor público", no encerramento de uma interpelação ao executivo socialista por parte do grupo parlamentar comunista sobre necessidades de investimento em saúde, educação, transportes e comunicações.

"Ficámos a perceber [durante o debate parlamentar] que PSD e CDS preferiam que o PCP se calasse, que escondesse as dificuldades dos portugueses ou que fizesse como fazem PSD e CDS, que ora ignoram as dificuldades das pessoas, ora as instrumentalizam para a querela partidária. Para isso tudo já cá temos PSD e CDS", acusou João Oliveira, classificando como "política de desastre nacional" protagonizada por aqueles partidos.

O deputado comunista assumiu que "foi importante afastar PSD e CDS do Governo para travar a política de destruição dos serviços e empresas públicas em curso, mas isso não basta", sendo necessário "romper com esse caminho" e "fazer a opção por uma política alternativa".

"Não há justificação para que o Governo adie a resposta a esta necessidade [de investimento nos serviços públicos]. Foram aprovados no Orçamento do Estado para 2018 os mecanismos necessários, incluindo a descativação das verbas... O Governo tem todas as condições para resolver estes problemas", disse.

O responsável pela tutela, Matos Fernandes, declarou confiar que Portugal está a adotar um "novo padrão de mobilidade urbana" e destacou o aumento de 5% de passageiros no Metro de Lisboa e transportadoras fluviais Transtejo e Soflusa.

"Aos que se recordam de, no tempo do anterior Governo, termos perdido 100 milhões de passageiros de transporte público, podemos contrapor que, só no último ano, a procura aumentou 23 milhões, com os dois Metros (Lisboa e Porto) a baterem recordes. Vai ser possível recuperar os 100 milhões de passageiros, numa legislatura - confesso que nunca imaginei possível", admitiu.

O ministro do Ambiente salientou a reversão dos processos de concessão a privados de Carris e STCP e a compra de "510 autocarros de elevada performance ambiental, 400 para aquelas companhias", num "investimento de 154 milhões de euros".

Matos Fernandes anunciou ainda o lançamento de um concurso, em março, para substituição de portas pneumáticas no Metro de Lisboa (1,6 milhões de euros), além das obras previstas de expansão das redes e renovação de algumas estações, bem como a renovação das frotas fluviais da capital.

"Só no Metro de Lisboa, o número de viagens gratuitas feitas por meninos e meninas com menos de 12 anos quase atingiu os 1,2 milhões em 2017", congratulou-se antes de sublinhar que "o número de veículos elétricos que entrou em circulação no ano passado mais do que duplicou face ao ano anterior" e que as reduções fiscais para quem recorrer à mobilidade partilhada serão "uma realidade no próximo semestre".

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