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Manuel Alegre pede consequências das buscas no Ministério das Finanças

O histórico socialista Manuel Alegre exigiu hoje que se retirem consequências do caso que envolveu buscas no Ministério das Finanças, e que foi arquivado, manifestando preocupação por terem sido inspecionados computadores de pessoas que trabalham com Mário Centeno.

Manuel Alegre pede consequências das buscas no Ministério das Finanças
Notícias ao Minuto

13:09 - 09/02/18 por Lusa

Política Caso Centeno

"Quem é que controla os controladores, quem é que investiga os investigadores, aquilo [investigação no Ministério das Finanças] não devia ficar sem consequências (...). É preciso saber como é que sem a presença de um juiz se vai ver o computador de pessoas que trabalham diretamente com o ministro das Finanças", disse Manuel Alegre, em entrevista à Antena 1.

O ex-conselheiro de Estado e antigo candidato à Presidência da República Manuel Alegre considerou ainda o caso como "uma coisa totalmente inadmissível", que atinge "um político brilhante, que está num alto cargo na Europa, prestigiando o país [o ministro das Finanças, Mário Centeno]".

Questionado sobre quem deveria ter agido, Manuel Alegre respondeu: "o Presidente da República, Assembleia da República, Conselho Superior de Magistratura e no Ministério Público há quem possa agir também".

No dia 01 de fevereiro, o Ministério Público (MP) informou que tinha arquivado o inquérito que envolvia o ministro das Finanças sobre alegados benefícios em troca de bilhetes para um jogo de futebol do Benfica.

Numa nota divulgada na sua página da internet, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) justificava que o MP determinou o arquivamento do inquérito por inexistência de crime.

"Realizado o inquérito, recolhida a prova documental e pessoal necessária ao apuramento dos factos, o MP concluiu pela não verificação do crime de obtenção de vantagem indevida ou qualquer outro, uma vez que as circunstâncias concretas eram suscetíveis de configurar a adequação social e política própria da previsão legal", lia-se na nota da PGDL.

A PGDL explicava que "o MP no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa ordenou a instauração de processo-crime na sequência da publicação nos órgãos de comunicação social de notícias sobre a solicitação de bilhetes para assistência a jogo de futebol no dia 1.04.2017 em tribuna presidencial".

Aquela estrutura do MP referia que, "segundo tais notícias, no mesmo período temporal, veio a ser concedida uma isenção de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a um familiar do presidente do clube que tinha oferecido os bilhetes ao ministro das Finanças".

Os magistrados do Ministério Público haviam realizado buscas no Ministério das Finanças para recolha documental.

A entrevista a Manuel Alegre vai ser transmitida na íntegra na rádio pública a partir do meio-dia de sábado.

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