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“Urgente pôr termo a esta sangria e resgatar os CTT para o setor público”

Marisa Matias considera que o plano de reestruturação dos CTT que já resultou no encerramento de vários balcões é uma “situação inaceitável”. Fala em saque à empresa e afirma que é necessário reverter contrato de concessão.

“Urgente pôr termo a esta sangria e resgatar os CTT para o setor público”
Notícias ao Minuto

23:14 - 20/01/18 por Fábio Nunes

Política Marisa Matias

Esta semana já foram encerrados alguns dos balcões dos CTT como estava previsto no plano de reestruturação da empresa. No seu espaço de comentário semanal na TVI 24, a bloquista Marisa Matias insurgiu-se contra uma situação que diz ser “inaceitável” e recorda que alguns dos critérios estabelecidos para a concessão dos CTT não estão a ser cumpridos.

“São os próprios CTT que contratam uma empresa para fiscalizar se os critérios de concessão estão a ser cumpridos. Se com um empresa paga pelos CTT constata-se que há cinco critérios que não estão a ser cumpridos, praticamente metade, então imagina-se o que seria se fosse uma investigação independente”, referiu a eurodeputada.

Marisa Matias lembrou que antes da privatização a empresa de correios dava boas indicações.

“Tínhamos uma empresa que estava sã do ponto de vista das contas, sã do ponto de vista operacional, que gerava lucros todos os anos e que poderia fazer o seu serviço público e ser controlada pelo Estado. Ao invés disso, temos uma empresa privatizada em que não só não há cumprimento do serviço público como depois ainda temos de ir buscar dinheiro público para fiscalizar quem fiscalizou, e ainda chegar à conclusão que os CTT privatizados não estão a cumprir a sua função”, disse.

A bloquista destaca que os CTT estão a ser alvo de um “saque” e que estão a desvalorizar. “É urgente pôr termo a esta sangria financeira, de terminar a destruição desta empresa que é fundamental e resgatá-la novamente para o setor público e para o controlo público e isso implica que o Estado tome uma ação firme”.

Para Marisa Matias reverter a privatização “é uma questão mínima de justiça”.

“Se o contrato de concessão não está a ser respeitado algo não está a funcionar e não podemos deixar que se tenha esta leviandade com serviços que são fundamentais para a sociedade”, sublinhou.

A eurodeputada rejeitou ainda a ideia de que os lucros dos CTT estejam a ser canalizados para o banco. “O banco é uma parte mínima disto tudo. Os lucros dos CTT, infelizmente, estão a ser canalizados para os dividendos dos acionistas”, acrescentando que Francisco Lacerda, o CEO dos CTT, “tem um salário anual que equivale a 128 anos de trabalho de um funcionário” da empresa.

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