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"Reeditar Geringonça vai ser mais difícil depois" de eleição de Centeno

Luís Marques Mendes debruçou-se, novamente, sobre a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, no seu espaço de opinião semanal na SIC. 

"Reeditar Geringonça vai ser mais difícil depois" de eleição de Centeno
Notícias ao Minuto

22:07 - 10/12/17 por Anabela de Sousa Dantas

Política Marques Mendes

Agora sem qualquer menção a um hipotético dia das mentiras, Marques Mendes tornou a comentar a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, reconhecendo-lhe importância. “Esta eleição é importante e é prestigiante para Portugal”, começou por dizer, no seu espaço de comentário semanal da SIC.

O antigo ministro acrescenta, porém, que o impacto se fará sentir em três campos distintos: no Governo, na Oposição e nos parceiros do Governo.

No caso do Governo, Marques Mendes acredita que a eleição “reforça a posição do ministro das Finanças”. “Sai reforçadíssimo”, adianta, sublinhando que é “um reforço geral do Governo, porque, de alguma forma, recebeu um aval para a sua política com esta eleição, sobretudo naquilo que é a parte mais sensível, que a financeira e a orçamental”.

“O governo pode cometer asneiras mas, para já, recebeu um aval”, afiançou.

No que diz respeito à Oposição, a palavra é dificuldades, no entender do comentador. “Já estava em dificuldade e agora são dificuldades acrescidas”, afirmou. Marques Mendes acredita que “é difícil para a Oposição fazer discurso diferenciador” numa altura em que, em termos sociais e económicos, as coisas estão a melhorar.

A vida do próximo líder do PSD vai ser muito difícil. E se não se demarcar da forma como o PSD estava a fazer Oposição nos últimos dois anos, então está condenado ao insucesso”, afirmou.

Por último, o social-democrata afirmou que esta eleição, a curto prazo, teve impacto negativo na Geringonça. “O PCP e Bloco estão mais distanciados do Governo porque não gostaram desta eleição. A curto prazo não vai passar disto. No médio prazo, não vai ser apenas um incómodo, vai ser mais do que isso. Reeditar a Geringonça depois de 2019, se já era difícil, vai ser ainda mais difícil depois disto”, atirou.

Numa nota final, Marques Mendes fez questão de lembrar nomes portugueses em altos cargos europeus que “muito prestigiaram” Portugal, recordando, por exemplo, o embaixador José Cutileiro, Diogo Freitas do Amaral, Durão Barroso, António Guterres, Jorge Sampaio ou Vítor Constâncio.

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