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OE2018 tem "medidas que um governo de maioria do PS nunca adotaria"

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, destacou hoje a importância do partido na elaboração do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), sublinhando que apesar das limitações o documento apresenta "avanços muito significativos".

OE2018 tem "medidas que um governo de maioria do PS nunca adotaria"
Notícias ao Minuto

19:30 - 07/12/17 por Lusa

Política Jerónimo de Sousa

um orçamento que dá novos passos no caminho da reposição, defesa e conquista, novos avanços inseparáveis da contribuição do nosso partido e, naturalmente, da luta que tem vindo a ser desenvolvida pelos trabalhadores e pelas populações", afirmou o líder comunista.

Jerónimo de Sousa, que participava ao final da tarde num debate em Loures sobre os avanços e limitações do OE2018 aprovado no dia 27 no Parlamento, destacou a importância do PCP na aprovação de medidas de reposição de direitos, salários e rendimentos.

"Medidas e avanços que um governo de maioria do PS nunca adotaria, como nunca no passado adotou. Avanços e medidas que só não vão mais longe porque o governo do PS se mantém amarrado a opções e compromissos que limitam e impedem uma resposta mais substantiva aos problemas estruturais do país", apontou.

Entre as medidas aprovadas com "cunho do PCP", Jerónimo de Sousa destacou o aumento extraordinário das pensões, a redução do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) para trabalhadores e reformados e o descongelamento da progressão de carreiras.

"Este conjunto de medidas de avanço não são negligenciáveis, mas não iludem uma questão central: O Orçamento do Estado agora aprovado é um orçamento da responsabilidade do Governo do PS. É um orçamento condicionado pela opção do PS de não enfrentar as imposições da União Europeia", ressalvou.

Nesse sentido, o secretário-geral do PCP enunciou também algumas das limitações do OE2018 e reivindicações do partido, nomeadamente o alargamento do abono de família a crianças de mais de 3 anos do 4º escalão, o aumento do Salário Mínimo para 600 euros e a renegociação da dívida pública.

"A opção do governo PS de submissão ao Euro e de recusa à renegociação da dívida pública, à eliminação das parcerias público privadas ou à promoção da justiça fiscal são bloqueios à melhoria das condições de vida do povo e do desenvolvimento do país". É preciso prosseguir a luta para romper com a política de direita concluiu.

Neste debate, que decorreu na Biblioteca José Saramago, em Loures, participou também o deputado do PCP na Assembleia da República João Oliveira.

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