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PCP exige construção de barragens "há muito tempo previstas" no Alentejo

O PCP defendeu hoje a construção de barragens "há muito tempo previstas" no Alentejo, como a do Pisão (Portalegre), e da ligação para levar água do Alqueva à albufeira do Monte da Rocha (Beja).

PCP exige construção de barragens "há muito tempo previstas" no Alentejo
Notícias ao Minuto

11:52 - 07/12/17 por Lusa

Política Seca

Num comunicado enviado à agência Lusa, a Direção Regional do Alentejo (DRA) do PCP "manifesta a sua mais profunda preocupação pelos efeitos da seca" na agricultura, orizicultura, pecuária e no abastecimento de água à população numa "parte substancial" da região e exige ao Governo PS, "além de palavras, medidas concretas de apoio".

"A atual situação [de seca] requer medidas que o PCP tem insistentemente reivindicado, de caráter estrutural e urgente, com impacto na rede hidráulica existente e a criar", intervindo na melhoria de atuais infraestruturas e no aumento de capacidades, afirmam os comunistas.

Nesta lógica, o PCP defende a construção de barragens "há muito tempo previstas", como a do Pisão, no concelho do Crato, distrito de Portalegre, e a concretização da ligação para levar água do Alqueva à barragem do Monte da Rocha, em Ourique (Beja).

Trata-se da ligação da albufeira do Roxo, em Aljustrel e que está ligada ao Alqueva e, se necessário, recebe água do projeto, à do Monte da Rocha, que é fonte para abastecimento público dos concelhos de Castro Verde, Almodôvar e Ourique e parte dos de Odemira e Mértola, no distrito de Beja, e para rega no aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.

Segundo o PCP, o Alqueva, como reserva estratégica de água, "é um importante meio de abastecimento" para a agricultura e para a população de "uma faixa abrangente dos distritos de Beja e Évora", mas "não tem condições para resolver todos os problemas existentes no Alentejo".

Por construir continua a barragem do Pisão, no concelho do Crato, um projeto hidroagrícola reivindicado há dezenas anos como forma de resolver os problemas de falta de água no Alto Alentejo.

O último projeto, realizado em 2013, segundo a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), previa que a albufeira abrangesse uma área de 3.200 hectares, com as componentes de abastecimento público de água e de regadio.

O projeto apontava para uma capacidade de armazenamento de 100 milhões de metros cúbicos de água e o perímetro de rega poderia beneficiar cerca de nove mil hectares dos concelhos do Crato, Alter do Chão, Fronteira, Portalegre e Avis.

No mesmo comunicado, o PCP mostra-se também preocupado com a "tendência para o aumento dos períodos de seca e pela opção por uma agricultura assente quase em exclusivo no regadio" e alerta para as consequências no sobreiro e na azinheira, frisando que, atualmente, há "milhares" de exemplares destas duas árvores tradicionais no Alentejo que "estão a secar, com elevados prejuízos para o setor".

Os comunistas exigem ainda que a aplicação dos fundos comunitários para a melhoria da eficiência hídrica, a renovação e a qualificação de infraestruturas da rede de distribuição de água em baixa à população seja feita "sem pressões, sem chantagens e sem discriminações, permitindo a concretização dos investimentos necessários" e que "a atual situação de escassez torna ainda mais prementes".

No Alentejo, devido à seca, há seis pequenas aldeias, num total de cerca de 1.500 habitantes, onde o abastecimento público está a ser assegurado com recurso a água transportada através de autotanques.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), no final de novembro, 3% do território de Portugal continental estava em seca moderada, 46% em seca severa e 51% em seca extrema.

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