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"É bom não deixarmos que patrões sejam obstáculo a recuperar direitos"

Catarina Martins comentou esta segunda-feira as palavras de António Saraiva, da CIP, sobre o aumento do salário mínimo nacional.

"É bom não deixarmos que patrões sejam obstáculo a recuperar direitos"
Notícias ao Minuto

12:00 - 20/11/17 por Melissa Lopes

Política Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou esta segunda-feira, questionada sobre a atualização do salário mínimo nacional que “o ideal seria” que o aumento fosse já para os 600 euros, em 2018.

“Terá de ser no mínimo de 580 porque foi esse o acordo que ficou nas posições conjuntas que foram assinadas em novembro de 2015 entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista”, lembrou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas.

Sobre as palavras de António Saraiva, da CIP, que em entrevista conjunta à Antena 1 e ao Jornal de Negócios se mostrou preocupado com o aumento do salário mínimo nacional, a bloquista fez questão de “lembrar” que “a economia está a recuperar, e isso é bom para toda a gente, e desde logo as empresas veem a recuperação nos seus resultados, desde que começamos um processo de recuperação dos rendimentos e dos direitos do trabalho”. A coordenadora do Bloco defendeu que “nenhuma economia cresce num sítio onde quem vive do trabalho não tem direitos, não tem salário, não tem possibilidades”.

Por essa razão, destacou, “é bom não deixarmos que os patrões, por visões curtas da economia, por não terem aprendido nada sobre o que se passou nos tempos da troika, sejam um obstáculo à recuperação dos direitos e dos salários no setor privado”.

Catarina Martins sustentou ainda que, apesar de no Orçamento do Estado se tratar dos trabalhadores do Estado - “porque é essa a obrigação” -, “é preciso em Portugal, para lá do aumento do salário mínimo nacional, reconstituir direitos e salários do privado que também foram muito atacados” durante o período de austeridade.

“Não há trabalhadores de primeira e trabalhadores de segunda, neste país. Com a mesma força que lutamos pelos direitos dos trabalhadores do Estado, lutamos pelas alterações da legislação laboral que permitem reconstituir direitos e salários no setor privado”, garantiu.

Sobre outro assunto, a situação dos imigrantes em Portugal, Catarina Martins sustentou que “é muito importante que os serviços, o SEF deem esse sinal, de que compreendem a necessidade de regularizar quem cá trabalha, quem cá vive”.

Sublinhando que “muitas vezes agitam-se muito os fantasmas sobre a imigração e segurança na Europa”, a coordenadora do Bloco afirmou que “não há nada pior do que pessoas ilegais no país”. “Isso é um problema de segurança, desde logo para as pessoas que estão cá ilegais e que são vítimas de todos os abusos, isso sim, é um problema para o Estado”, rematou.

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