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João Semedo e o "indecoroso festival de lágrimas de crocodilo pelo SNS"

O antigo coordenador do Bloco de Esquerda não deixou passar em branco a carta de alguns responsáveis da Saúde que, ligados ao setor privado, pediram uma maior dotação financeira para o Sistema Nacional de Saúde.

João Semedo e o "indecoroso festival de lágrimas de crocodilo pelo SNS"
Notícias ao Minuto

09:00 - 14/11/17 por Patrícia Martins Carvalho

Política Saúde

Os bastonários da Ordem dos Médicos (Miguel Guimarães) e dos Farmacêuticos (Ana Paula Martins), bem como o presidente do conselho nacional da Saúde da Confederação Empresarial de Portugal (João Almeida Lopes) enviaram uma carta aos grupos parlamentares na qual reclamam um maior investimento na saúde.

Este investimento, tendo em conta o crescimento económico que o país atravessa, deveria ser mais 360 milhões de euros do que aqueles que estão previstos no Orçamento do Estado, defendem os signatários da missiva.

Face ao exposto, João Semedo questiona o interesse de tais privados no estado da disponibilidade financeira da Saúde nacional.

“O que leva a CIP – através do presidente do seu conselho nacional de saúde, o chefe dos patrões da indústria farmacêutica, João Almeida Lopes – a estar tão preocupada com o financiamento dos serviços públicos de saúde ao ponto de vir reclamar para o Serviço Nacional de Saúde mais 360 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2018”?, questiona o bloquista na sua página oficial do Facebook.

João Semedo aponta ainda a coincidência de este número (360 milhões) ser “exatamente o mesmo valor referido pelo antigo secretário de Estado da Saúde do governo de José Sócrates – Óscar Gaspar, agora presidente da Associação Portuguesa da Hospitalização Privada – em longa entrevista ao jornal Público".

Mas as perguntas não ficam por aqui. O antigo coordenador do Bloco de Esquerda interroga, em jeito de acusação, se tais dirigentes “estão com medo que o Estado acabe com as PPP e com a entrega aos privados da prestação de cuidados efetuada pelo SNS, grande fonte dos seus crescentes lucros?”.

Quanto à Ordem dos Médicos e dos Farmacêuticos, João Semedo pergunta o que leva “organizações corporativas, com com responsabilidades públicas atribuídas pelo Estado, a escolherem uma confederação de empresários privados como parceira deste indecoroso festival de lágrimas de crocodilo pelo SNS?”.

“Que interesses em comum estão a defender?”, pergunta, ao mesmo tempo que remata o seu texto.

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