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"Partidos de esquerda e extrema-esquerda deviam pôr a mão na consciência"

Em causa os incêndios de junho e outubro e as respetivas indemnizações às vítimas.

"Partidos de esquerda e extrema-esquerda deviam pôr a mão na consciência"
Notícias ao Minuto

08:00 - 14/11/17 por Patrícia Martins Carvalho 

Política Carlos Abreu Amorim

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, mostrou-se, ao final da noite de segunda-feira, revoltado com a forma como a questão das indemnizações às vítimas dos incêndios tem sido gerida.

O deputado social-democrata começou por lembrar, na sua página do Facebook, que no final de junho o “PSD apresentou uma iniciativa legislativa para criar um mecanismo extrajudicial urgente visando indemnizar as vítimas de Pedrógão”.

Porém, recordou, o PS “não deu acordo”, defendendo que a “solução estava juridicamente errada”. No entanto, acusa Carlos Abreu Amorim, o “PS ‘convenceu’ mais tarde os seus parceiros de coligação a esvaziarem a iniciativa do PSD - de acordo com a versão final que foi votada a 13 de outubro, afinal o Estado não assume qualquer responsabilidade sem que a sua culpa em concreto seja primeiro provada em tribunal”.

Face ao exposto, o deputado diz que após os incêndios de outubro o Governo aprovou uma resolução através da qual criou um “mecanismo extrajudicial urgente de indemnização muito parecido com aquele que o PSD tinha gizado em junho e reapresentado novamente em outubro”.

“A solução jurídica que o PS jurava ser juridicamente inviável tornou-se juridicamente imprescindível, mais de quatro meses depois”, atirou, não ficando por aqui.

Carlos Abreu Amorim acusa o Estado e a maioria de esquerda de ter falhado na prevenção e no combate às chamas e de ter continuado a falhar “clamorosamente” na reparação atempada dos danos às principais vítimas da tragédia.

“Os partidos da maioria de esquerda e de extrema-esquerda deveriam pôr a mão na consciência, aprovar rapidamente o projeto de lei do PSD e possibilitar que o Estado, finalmente, se assuma como pessoa de bem e crie um regime jurídico de indemnizações às vítimas dos incêndios que não seja mais um lamentável imbróglio jurídico, uma desgraça confusa no meio destas tragédias”, rematou.

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