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Depois de meses "difíceis", ministros compreendem decisão de Constança

Vieira da Silva e Capoulas Santos foram dos primeiros membros do Governo a reagir publicamente à demissão de Constança Urbano e Sousa. Acreditam que António Costa vai encontrar solução em breve para ultrapassar demissão no MAI.

Depois de meses "difíceis", ministros compreendem decisão de Constança
Notícias ao Minuto

11:20 - 18/10/17 por Fábio Nunes

Política Reação

A decisão de Constança Urbano de Sousa de demitir-se do cargo de ministra da Administração Interna foi acolhida com compreensão e solidariedade por parte de dois membros do Governo. Os ministros Adjunto, do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, e da Agricultura, Eduardo Cabrita, Vieira da Silva e Capoulas Santos, respetivamente, foram dos primeiros a reagir publicamente à demissão da agora ex-colega de Governo.

"É uma decisão conjunta da ministra e do primeiro-ministro que aceitou a demissão. Não vou fazer nenhum comentário. Sei bem que ela teve uma tarefa duríssima nos últimos meses, a que se dedicou com grande empenho", disse Vieira da Silva, antes de entrar na Câmara Municipal de Oleiros para uma reunião com o edil local, aproveitando de seguida para enviar um "abraço de solidariedade" a Constança Urbano e Sousa.

Questionado sobre se a ex-ministra teria condições para liderar a reforma florestal, Vieira da Silva respondeu que "essa questão já está ultrapassada".

Já o ministro da Agricultura destacou que é preciso "respeitar" a decisão de Constança Urbano e Sousa. "É uma colega pela qual tenho grande apreço, que passou, como quase todos nós, mas ela de uma forma particularmente acentuada, por momentos muito difíceis", disse o ministro aos jornalistas durante uma visita à mata nacional de Leiria.

Se Vieira da Silva disse que António Costa vai encontrar as "soluções para ultrapassar esta situação" em breve, Capoulas Santos referiu que o primeiro-ministro decidirá "no momento próprio a forma de ajustamento do Governo que entender por adequada".

"A permanência no Governo parte de um convite do primeiro-ministro e a cessação de qualquer ministro parte da comunicação do primeiro-ministro em sentido contrário, portanto quem está nesta função sabe sempre que o horizonte é o dia seguinte", realçou Capoulas Santos.

O responsável pela pasta da Agricultura aceitou ainda comentar a moção de censura apresentada pelo CDS.

"Faz parte do funcionamento das instituições e os partidos fazem-no quando querem. O CDS decidiu fazê-lo neste momento de luto", disse o ministro da Agricultura, afastando a hipótese de queda do Governo. "O Governo está em funções e será submetido a teste de legitimação devido a esta moção de censura".

Por sua vez, o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, falou em Seia, à saída de uma reunião na autarquia local no rescaldo dos incêndios, deixando uma palavra à sua “colega e amiga”: “Conhecendo bem as condições particularmente difíceis em que a ministra, minha colega e amiga, exerceu as suas funções, (…) venho manifestar toda a compreensão pela posição pessoal que entendeu assumir”, afirmou.

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