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PAN negoceia na especialidade se continuar sem propostas acolhidas

O PAN disse hoje ainda esperar pelo acolhimento do Governo de algumas das propostas para o Orçamento do Estado para 2018, prometendo que se isso não acontecer até à entrega do documento continuará as negociações na especialidade.

PAN negoceia na especialidade se continuar sem propostas acolhidas
Notícias ao Minuto

23:14 - 11/10/17 por Lusa

Política OE2018

O PAN foi o último dos partidos com representação parlamentar a quem o Governo esteve hoje a apresentar as linhas gerais da sua proposta de Orçamento do Estado para 2018, na Assembleia da República.

"O PAN ainda não tem nenhuma medida daquelas que está negociar com o Governo prevista no Orçamento do Estado. Veremos se até ao final da semana teremos algum acolhimento na lei do Orçamento do Estado. Senão continuaremos as negociações no âmbito da especialidade", disse, à saída, o deputado único do PAN, André Silva, aos jornalistas.

Questionado sobre o sentido de voto do PAN, o único deputado do partido considerou que "ainda é precoce", mas sublinhou que "tudo depende do Governo e do acolhimento que o Governo possa ter das posições", tendo o partido apresentado "várias dezenas de propostas".

"O PAN tem um forte compromisso com os milhares de eleitores que votaram em nós e nós queremos fazer aprovar medidas que alterem, que mudem o quotidiano das pessoas e que de alguma forma também melhorem a sustentabilidade ambiental do nosso país", enfatizou.

André Silva enfatizou que "ainda falta muito tempo para a discussão final na especialidade", recordando que "é geralmente nesse sprint e nessa reta final que o PAN tem conseguido fazer valer algumas das medidas".

"O ministro das Finanças transmitiu que pretende o Governo continuar com uma trajetória de crescimento, com reposição de rendimentos, descongelamento das carreiras, aumento das pensões e portanto o PAN acompanha de uma forma geral estas medidas e estas intenções", começou por dizer.

No entanto, e de acordo com o deputado, o PAN teve "a oportunidade de dizer ao ministro das Finanças que estas medidas por si só não são suficientes" porque se está "sempre a falar em termos de medidas para o imediato".

Assim, para André Silva "não há uma visão de futuro naquilo que são dois eixos essenciais" e sobre os quais o partido vai batalhar neste orçamento: a saúde física, mental, emocional e psicológica dos portugueses e colocar a pagar mais quem mais polui.

O PAN quer assim mais nutricionistas na escola pública, mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde, recordando que "não faz qualquer sentido que empresas que produzem eletricidade a partir da queima de carvão continuem isentas do pagamento de ISP" e defende a urgência de "tributar químicos e fertilizantes da agricultura tradicional".

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