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"Não é só na América do senhor Trump que existem fake news políticas"

Fake news vs informação efémera. Cavaco Silva dá 'aula' na Universidade de Verão para que jovens aprendam a identificá-las.

"Não é só na América do senhor Trump que existem fake news políticas"

É fundamental que cada um tente identificar o que é relevante na informação”, este é o desafio que Cavaco Silva lança aos jovens, no âmbito da 15.ª Universidade de Verão do PSD. “Um dos problemas que os mais novos enfrentam, em comparação com o tempo em que exerci funções partidárias, é o da identificação daquilo que é relevante no meio do volumoso fluxo de informações e de conteúdos que lhe são disponibilizados”, acrescenta.

Para o ex-chefe de Estado, “o primeiro esforço deve ser identificar as fake news políticas que não existem apenas na América do senhor Trump. E, depois, aquilo a que chamo de informação efémera irrelevante, sem fundamento sério. Ao longo do tempo ganhei experiência, conseguindo ser seletivo em relação às notícias, não deixando de estar bem informado sobre tudo o que era importante para a minha ação”.

Em relação às fake news, Cavaco Silva refere que “até na imprensa de referência elas se encontram”. E, na sua opinião, “os objetivos de quem as fabrica são claros: influenciar a opinião pública a seu favor ou do seu grupo, ou denegrir a imagem dos seus adversários”. Quanto a quem as publica, há duas opções: “ Acreditarem que são verdadeiras, ou então aceitar publicá-las para servir ou para agradar os seus fabricantes”.

Nesta ‘aula’ na Universidade de Verão, o ex-Presidente da República teceu duras críticas aos meios de comunicação social, salientando que, em Portugal, há vários casos de “fake news que deram grandes títulos”. A título de exemplo, recorda um caso de que foi alvo: “Estávamos no Conselho de Estado de 2016, cujo tema era ‘Situação política, económica e financeira internacional e os seus reflexos em Portugal num quadro de curto, médio e longo prazo’. E um jornal fez destaque com ‘Cavaco estraga a unanimidade do Conselho de Estado sobre sanções da União Europeia’, matéria sobre a qual não pronunciei uma palavra”.

Já relativamente à “informação política efémera sem fundamento sério, pode ser difícil detetá-la, mas surge quase todos os dias”. Cavaco Silva relembra inclusive quando François Hollande, em França, e Aléxis Tsipras, na Grécia, ascenderam aos cargos de primeiros-ministros: “os meios de comunicação escreveram títulos como ‘As regras de funcionamento da União Europeia vão ser suavizadas’ e ‘A disciplina das Finanças Públicas e dos estados membros vai desaparecer’. Ora, pertencendo a França e a Grécia à zona euro, tais afirmações só poderiam resultar de ignorância ou de tentativa desonesta de iludir os cidadãos”.

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