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"Declaração de calamidade visa suprir incapacidade" da Proteção Civil

Marco António Costa questiona decisão do Governo de apenas agora decretar estado de calamidade pública devido aos incêndios. José Gusmão, do Bloco de Esquerda, considera que "todos os partidos têm de estar preparados para fazer escolhas difíceis".

"Declaração de calamidade visa suprir incapacidade" da Proteção Civil

© Global Imagens

Notícias Ao Minuto
18/08/2017 22:20 ‧ há 8 anos por Notícias Ao Minuto

O difícil verão deste ano, marcado por um número de incêndios que várias vezes tem batido recordes diários, levou o Governo a decretar o estado de calamidade pública. Uma decisão com a qual Marco António Costa concorda. No entanto, o vice-presidente do PSD questionou, no espaço 'Esquerda Direita' da SIC Notícias, o 'timing' desta decisão.

"Grande parte desses meios já podia ter estado anteriormente no terreno", disse Marco António Costa, reforçando que seria importante ter contado ainda mais cedo com um maior número de elementos das Forças Armadas e das forças de segurança.

O social-democrata deixou ainda críticas à Proteção Civil. "Declaração de calamidade visa suprir uma incapacidade natural do sistema de Proteção Civil, que está hoje a organizar e a tratar de colocar no terreno meios para corresponder às necessidades".

Marco António Costa considerou que a Proteção Civil tem-se revelado "ineficaz" e que "haverá um tempo para se apurar se isso se deveu a uma alteração nas chefias, em cima dos momentos em que se devia fazer uma preparação mais cuidadosa deste período".

O vice-presidente do PSD referiu que as falhas "são relatadas permanentemente, não só pela comunicação social mas também, muitas das vezes, pelo desespero que se vê patente por parte da população no combate que está a ser feito".

Por sua vez, José Gusmão, do Bloco de Esquerda, afirmou que não é possível esconder as falhas do SIRESP, que "são gritantes e estão à vista do país inteiro". No entanto, insistiu na ideia de um consenso político, que foi mais uma vez defendido por António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, na quinta-feira.

"Se não queremos que a política em relação à floresta em Portugal permaneça na mesma, então todos os partidos têm de estar preparados para fazer escolhas difíceis", rematou.

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