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Passos Coelho ataca Proteção Civil e Governo: “País continua a arder”

O líder do PSD discursou na rentrée política do partido. Governo e Proteção Civil foram os principais alvos.

Passos Coelho ataca Proteção Civil e Governo: “País continua a arder”
Notícias ao Minuto

21:50 - 13/08/17 por Pedro Bastos Reis

Política PSD

Na rentrée política do PSD, que se realiza no Calçadão de Quarteira, no concelho de Loulé, no Algarve, Passos Coelho deixou fortes críticas ao Governo e à Proteção Civil.

“Sempre que alguma coisa mais imprevista ocorre, alguma coisa mais delicada ocorre, aquilo que vemos na Proteção Civil, mas sobretudo no Governo, é uma constante desresponsabilização, de passa culpas, de acusação”, acusou o líder social-democrata.

Deixando elogios às populações e às associações de bombeiros, Passos Coelho insistiu nas acusações ao Governo e a Proteção Civil afirmando que o país “continua a arder”. “Passam os meses e o país continua a arder. E a Proteção Civil, que existe como resposta que o Estado não pode deixar de providenciar para garantir que as pessoas possam ter maior segurança, continua a falhar. É patente a descoordenação”, rematou.

O líder do PSD disse ainda que o Governo não tirou lições da tragédia de Pedrógão Grande, que causou a morte de 64 pessoas. “Chamamos a atenção para a necessidade de tirar lições do que se tinha passado e de olhar para o resto do verão e ter uma resposta adequado da Proteção Civil, que tranquilizasse as pessoas. A verdade é que o tempo passou, e aquilo que nos é dado a ver é precisamente o contrário”.

Passos Coelho comentou ainda a entrevista de António Costa ao jornal Expresso, em que o primeiro-ministro responsabiliza a PT pelas falhas do SIRESP, considerando que o sistema nacional de emergência e segurança “tem a cara do atual primeiro-ministro”. “Pensei eu que o primeiro-ministro, sabendo que o sistema que tem a cara dele está a falhar, quer minimizar os problemas de funcionamento do SIRESP. Afinal não.”

Ainda sobre a mesma entrevista, o líder do PSD acusou António Costa de ter como principal objetivo atacar a Altice. “Pergunto-me se a preocupação do primeiro-ministro é com o SIRESP ou se é com a intenção que a Altice demonstrou de intervir como investidor com mais relevo na economia nacional e não tenha ido primeiro à beija mão do Governo e do primeiro-ministro, merecendo por isso críticas frontais de um chefe de Governo a uma empresa privada em Portugal”.

“Populismo, demagogia e disfarce”

A menos de dois meses das eleições autárquicas, que estão marcadas para o próximo dia 1 de outubro, Pedro Passos Coelho aproveitou o palco para lançar farpas ao Executivo e à comunicação social, falando de um presente “em que o populismo, a demagogia e até o disfarce” têm “carta de alforria”.

“O Governo entendeu, este ano, fazer um aumento extraordinário das pensões, e o ano, que começou em janeiro, só pôde ter aumento extraordinário das pensões em agosto, justamente a um mês da campanha eleitoral para as eleições autárquicas. Se fosse qualquer outro governo a anunciar um aumento extraordinário a um mês de eleições, o que se estaria a dizer pela comunicação social? Que acusações não estariam a lançar contra um governo que tivesse essa audácia?”, questionou Passos Coelho, aplaudido pelos presentes.

Já em relação ao aumento das pensões, o líder do PSD afirmou que “a realidade mostra uma coisa muito diferente da retórica que o Governo faz”, voltando a referir o “populismo, a demagogia e o disfarce” de uma “Geringonça que vive na cultura dos direitos adquiridos”.

"Se os próximos dois anos de Geringonça forem como os dois primeiros, teremos perdido uma legislatura a viver à conta do que se fez no passado e da conjuntura e nada a preparar o futuro", disse Passos Coelho, que falou de um país que está "adiado do ponto de vista estrutural e cativado do ponto vista orçamental", uma vez que "quem governa hoje não tem um espírito reformista".

[Atualizada às 22h50]

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