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Bloco apresenta 600 candidatos "muito plurais" em lista para Lisboa

O Bloco de Esquerda (BE) apresentou hoje no Juízo Local Cível de Lisboa os candidatos às diversas autarquias da capital, listas "muito plurais e representativas da cidade", compostas por "mais de 600 candidatos".

Bloco apresenta 600 candidatos "muito plurais" em lista para Lisboa
Notícias ao Minuto

14:12 - 02/08/17 por Lusa

Política Autárquicas

Nestas autárquicas, o Bloco de Esquerda vai concorrer "a todos os órgãos - Câmara, Assembleia e todas as 24 Juntas de Freguesia de Lisboa", com "mais de 600 candidatos", notou o cabeça de lista à Câmara Municipal em declarações à agência Lusa no Palácio da Justiça.

Fazendo uma caracterização da composição das listas, Ricardo Robles classificou-as como "muito plurais e muito representativas da cidade de Lisboa".

"Temos uma percentagem de 55% de homens e 45% de mulheres, temos um número assinalável de independentes nas nossas listas, 27%, ou seja, mais de um em cada quatro candidatos são independentes", elencou.

O candidato do BE à presidência da Câmara, lugar ocupado atualmente pelo socialista Fernando Medina, observou também que as listas são compostas por uma "grande diversidade de gentes", nomeadamente portugueses e estrangeiros, "homens e mulheres de várias proveniências e vários ativismos", candidatos ligados à luta pelos direitos LGBT, "gente na área da defesa dos direitos dos emigrantes", ou pessoas ligadas às áreas do trabalho e dos sindicatos.

"Nas listas do Bloco estão os e as fazedoras de cidade, as pessoas que se interessam, que vivem, que lutam no seu bairro, pela sua cidade, nas mais diversas áreas", sublinhou Ricardo Robles.

No próximo mandato autárquico, o BE espera "ter uma representação forte em todos os órgãos, em todas as freguesias, reforçar a presença na Assembleia Municipal e, naturalmente, conquistar um espaço na Câmara Municipal de Lisboa".

O candidato, que ocupa o lugar de deputado na Assembleia Municipal, advogou que na Câmara "é que é determinante, aí é que são tomadas as decisões mais importantes".

"A Assembleia Municipal tem um papel fiscalizador muito importante, mas é na Câmara que passa toda a informação e onde é preciso estar", elencou, considerando que "os últimos anos na cidade de Lisboa têm sido muito condicionados pelas maiorias absolutas do Partido Socialista, e esse conforto da maioria absoluta, essa autossuficiência, tem feito esquecer os principais problemas da cidade".

"Por isso", continuou, "uma presença forte do Bloco na Câmara Municipal de Lisboa pode fazer uma grande diferença".

Um dos problemas apontados por Robles é a habitação, tema que será "uma bandeira fundamental nesta campanha".

Na ocasião, o candidato aproveitou também para abordar o tema da saúde, debruçando-se sobre o novo Hospital Lisboa Oriental, apresentado ontem, que irá contar com 875 camas e deverá entrar em funcionamento em 2023, na zona de Chelas.

Desde logo, para o candidato do BE o modelo da Parceria Público-Privada "é errado", uma vez que os casos já existentes "têm dados os piores resultados".

Ricardo Robles manifestou também preocupação relativamente ao futuro dos hospitais que compõem o Centro Hospitalar Lisboa Central (Hospital de São José, Santa Marta, D. Estefânia, Curry Cabral, Capuchos e Maternidade Alfredo da Costa), cujas valências serão transferidas para a nova unidade.

"A informação transmitida é muito parca e, portanto, nós estamos muito preocupados com o que será o futuro", observou, acrescentando que existe uma necessidade de "cuidados de saúde de proximidade" nesta zona da cidade.

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