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Catarina Martins confiante em acordo entre trabalhadores e Autoeuropa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) manifestou-se hoje confiante num acordo entre trabalhadores e administração da Autoeuropa sobre os horários de trabalho, salientando que a capacidade de "diálogo" na empresa tem sido "um exemplo reconhecido internacionalmente".

Catarina Martins confiante em acordo entre trabalhadores e Autoeuropa
Notícias ao Minuto

15:21 - 31/07/17 por Lusa

Política Horários

"O sucesso da Autoeuropa esteve também sempre em ser capaz de dialogar com os trabalhadores, isso é um exemplo que é reconhecido internacionalmente", afirmou Catarina Martins, salientando que a fábrica da Volkswagen em Palmela, Setúbal, "é uma das mais importantes empresas portuguesas e uma das que mais exporta".

Assegurando que o Bloco está a acompanhar "com muita atenção o que se está a passar na Autoeuropa", a coordenadora destacou os "acordos importantes" alcançados "ao longo dos anos entre os trabalhadores e a empresa", que sempre demonstrou "uma enorme preocupação não só com o corpo fixo [do quadro], mas com todos os empregos que gera à volta".

"A Autoeuropa foi das empresas onde houve sempre acordos e contrapartidas sobre os trabalhadores precários. Neste momento, a Autoeuropa tem capacidade para ter mais produção em Portugal, para contratar mais trabalhadores, e estou certa que haverá responsabilidade de todos os lados para se chegar ao melhor acordo e que toda esta experiência acumulada não será desaproveitada", sustentou.

Uma maioria esmagadora dos trabalhadores da Autoeuropa rejeitou na sexta-feira o pré-acordo alcançado pela Comissão de Trabalhadores (CT) para a implementação de novos horários por turnos mediante uma compensação financeira de 175 euros acima do valor previsto na legislação, estando prevista para dia 30 de agosto a realização de uma greve de 24 horas.

"Conseguimos negociar uma compensação financeira para os horários que a empresa pretende implementar para assegurar a produção do novo veículo T-Roc, sendo que esses horários são legais e deverão ser aplicados pela empresa, apesar desta votação", disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, Fernando Sequeira, à agência Lusa.

Em comunicação enviada na sexta-feira aos funcionários da Autoeuropa, o responsável pelos Recursos Humanos e Produção da Volkswagen, Jürgen Haase, lembrava que a Volkswagen tinha investido muito dinheiro para produzir o novo veículo T-Roc na fábrica de Palmela, advertindo também que os níveis de produção previstos exigiam novos horários, de três turnos, e trabalho aos sábados.

Catarina Martins comentou a situação vivida na Autoeuropa à margem de uma visita à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Parada, na Maia, cujo funcionamento tem estado na base de diversas queixas dos moradores vizinhos, devido aos maus cheiros na zona e à poluição das águas do rio Leça, que corre junto à estrutura.

Para a coordenadora do Bloco, este é mais um exemplo dos diversos locais do país onde "não se pode abrir a janela por causa do mau cheiro" e onde existem "problemas ambientais graves que retiram qualidade de vida às pessoas".

"Aqui no rio Leça a situação repete-se, há sítios onde não se pode abrir a janela porque o cheiro é nauseabundo porque há descargas ilegais no rio Leça e porque as próprias ETAR de primeira geração, que já têm bastantes anos, não têm hoje a capacidade que deviam ter para responder aos problemas", sustentou.

Catarina Martins diz existirem ainda "problemas graves de fiscalização", já que "o Estado parece incapaz de inspecionar quem está a poluir e de ser rápido na resolução de problemas": "Vezes demais as populações queixam-se durante anos, anos e anos, os assuntos arrastam-se em tribunal e não hã ação nem das autarquias, nem da Agência Portuguesa do Ambiente", afirmou.

Considerando "essencial" que haja uma "responsabilização pela qualidade de vida das populações do ponto de vista ambiental", o BE defende a urgência de "mecanismos mais expeditos para punir os crimes ambientais e para proteger as populações, a sua qualidade de vida e a sua saúde pública".

"As autarquias têm uma enorme responsabilidade nesta matéria, mas este é também um trabalho que não pode ficar entregue só a cada autarquia, porque no ambiente as fronteiras dos concelhos não se conhecem. É preciso uma articulação dos vários municípios e um funcionamento da Agência Portuguesa do Ambiente que não permita esta situação de, em tantas zonas do país, não se poder abrir a janela com o mau cheiro", concluiu.

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