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"Verdadeira moção de Portas é uma carta de amor ao PS"

O antigo ministro socialista Augusto Santos Silva afirmou na TVI24, esta terça-feira, que “a verdadeira moção de Paulo Portas é uma carta de amor ao Partido Socialista (PS)” e um novo “distanciamento público do CDS ao Governo de Gaspar”. Neste sentido, e tendo em conta o discurso do centrista, Santos Silva defende que “tornou claras as suas reservas face ao programa de ajustamento”, coincidindo com as “análises de Cavaco Silva e de António José Seguro”.

"Verdadeira moção de Portas é uma carta de amor ao PS"

No habitual comentário no programa Política Mesmo, da TVI24, o antigo ministro socialista Augusto Santos Silva comentou a moção ‘Dar Prioridade à Economia’, liderada pelo centrista Pires de Lima, frisando que a “verdadeira moção” é do líder do CDS, Paulo Portas, e representa “uma carta de amor ao Partido Socialista”.

No “essencial”, referiu Santos Silva, a moção de estratégia de Portas, com a qual se recandidata ao CDS, revela o “distanciamento da linha de orientação do Governo e da Europa e estabelece o seu caderno de exigências para a segunda metade da legislatura”, tornado assim “claras as suas reservas face ao programa de ajustamento” e aproximando-se das “análises de Cavaco Silva e de António José Seguro”.

Na opinião do antigo ministro o que Paulo Portas pretende fazer é “lavar as mãos de tudo o que parece impopular”, capitalizando “para si o pouco que pode das medidas aprovadas pelo Governo” mas esclarecendo que “o CDS não é responsável pela actual governação”.

Reiterando que Paulo Portas “é mestre da táctica e o que está a tentar fazer é passar a ideia de que o CDS está dentro do Governo por pura acção patriótica mas está fora da linha que tem sido seguida”, o antigo governante sublinhou que “o CDS pode mudar muito, já foi o partido do contribuinte, e já não é, já foi o partido do pensionista, e já não é, mas há um marca de água do partido de Portas que se mantém: a duplicidade”.

Ao falar na “dimensão do desemprego, da recessão económica”, ou seja, “factos que têm a ver com a acção política de um Governo a que pertence, e no qual é o número três, e o chefe do partido que faz parte da coligação”, Portas revela essa “duplicidade” que “é muito interessante porque é depois elevada ao cúmulo”, defendeu Santos Silva na TVI24.

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